Zona Norte Prefeitura é cobrada sobre andamento do Parque da Tamarineira

Publicado em: 09/10/2019 21:08 Atualizado em:

Foto: Tarciso Augusto/esp.DP
Foto: Tarciso Augusto/esp.DP
O atraso na implantação do Parque Público da Tamarineira, onde hoje funciona o Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, na Zona Norte do Recife, foi tema de reunião pública na Câmara de Vereadores, na manhã desta quarta-feira (9). Ao final do encontro, oito questões foram lançadas para discussão e serão encaminhadas, na semana que vem, ao prefeito Geraldo Júlio. A reunião foi convocada pelo vereador Jayme Asfora.

Os defensores do parque desejam saber porque o projeto ainda não foi analisado no Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU); quanto da Lei Orçamentária Anual (LOA) está prevista para a intervenção; qual a previsão de lançamento de edital de licitação para os serviços serem iniciados; qual a previsão de instalação do parque; como está o andamento da desapropriação; qual  o valor previsto para a desapropriação; por que os arquitetos vencedores do projeto do parque ainda não foram pagos e como andam os prazos relativos às licenças ambientais emitidas.

“O importante da reunião foi trazer um sentimento de resgate do parque”, destacou Jayme Asfora. O anúncio da criação do parque já tem quase dez anos. Em 2010, houve a tentativa de construção de um shopping no chamado Sítio da Tamarineira. No mesmo ano, a prefeitura desapropria o terreno e o declara como sendo de utilidade pública. Depois disso, lança, no mesmo ano, um concurso nacional para selecionar o melhor projeto arquitetônico para a construção do parque. O concurso foi vencido por seis arquitetos pernambucanos. O contrato original era de R$ 2 milhões. Desse total, a prefeitura ainda deve R$ 600 mil, que somente seriam pagos após aprovação no CDU.

A LOA prevê R$ 17 milhões para obras de infra-estrutura em toda cidade. Resta saber quanto desse total seria para a implantação do parque. Outra incógnita é quanto aos prazos das licenças ambientais. Elas foram emitidas para a limpeza do Riacho Jacarezinho e para a supressão de algumas árvores. A licença prévia é de 2013 e teria o prazo de apenas um ano. Não se sabe se as mesmas foram renovadas.

O Parque da Tamarineira chegou a ser aprovado pela Comissão de Controle Urbanístico (CCU) no ano passado. O terreno tem 9,6 hectares, 416 árvores - a maioria frutíferas - e foi classificado pelo município, em 2004, como Imóvel de Proteção de Área Verde.
 
O Sítio da Tamarineira é uma área que tem como limites as avenidas Rosa e Silva, Cônego Barata e Norte. Além do Hospital Psiquiátrico Ulysses Pernambucano, o sítio tem o Hospital Infantil Helena Moura e o Centro de Prevenção, Tratamento e Reabilitação do Alcoolismo e uma área verde conhecida como Matinha.

O projeto prevê calçadas com 10 metros de largura. Na fachada que dá para a Avenida Rosa e Silva, está prevista uma área com jardins, lago e espaço para contemplação e circulação de pessoas. O prédio do Hospital Ulysses Pernambucano seria transformado em um complexo cultural, abrigando o Museu da Tamarineira, o Pavilhão da Sustentabilidade, um pátio de eventos, centro de convivência, capela, restaurante, café e lojas. O projeto ainda contempla outros espaços, como a Casa do Bem-Estar, livraria-café, um espelho d’água, três espaços diferentes de playground, matinha, uma praça voltada para a Avenida Norte e a revitalização do complexo hospitalar, que inclui uma emergência psiquiátrica e um centro de prevenção e tratamento do alcoolismo. 
 


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