beatificação Memorial em homenagem à Irmã Adélia é inaugurado no domingo

Publicado em: 10/10/2019 15:37 Atualizado em: 12/10/2019 00:18

Irmã Adélia viveu no convento do Colégio Damas. Foto: Ana Lígia Lira
Irmã Adélia viveu no convento do Colégio Damas. Foto: Ana Lígia Lira
Os detalhes do processo de beatificação e canonização de Irmã Adélia, que pode ser a primeira santa pernambucana reconhecida pelo Vaticano, serão divulgados, no próximo domingo (13), na Capela do Colégio Damas, no bairro das Graças. No mesmo dia será inaugurado o memorial em homenagem à religiosa, oração do terço e missa.

Maria da Luz Teixeira de Carvalho nasceu em 16 de dezembro de 1922 e ficou conhecida por presenciar as aparições de Nossa Senhora, na Aldeia Guarda, em Cimbres, distrito de Pesqueira.

O nome Irmã Adélia ela ganhou ao entrar para o Instituto das Religiosas da Instrução Cristã. A freira morreu há seis anos, em 13 de outubro de 2013.

Conta a história que, em 6 de agosto de 1936, as garotas Maria da Conceição, 16 anos, e Maria da Luz, 13, estavam conversando em Cimbres, uma região dominada pelo dos cangaceiros vindos de Alagoas, sobre a possibilidade da aparição do bando quando a mais nova disse que Nossa Senhora protegeria as duas. Foi quando uma figura luminosa apareceu e teria dito às meninas: "Eu sou a graça".

Submetidas a exames psicológicos, as duas meninas foram declaradas normais. As duas garotas chegaram a pedir um sinal para que as pessoas acreditassem nelas quando começou a sair água de dentro de uma pedra, como uma fonte. Até hoje, todo mês de agosto, acontece uma festa religiosa no lugar.

As duas mulheres teriam visto Nossa Senhora durante toda a vida. Logo após as aparições, Maria da Conceição foi forçada pelo pai a casar, mas foi devolvida pelo marido porque não teria permitido a consumação do casamento. Passou, então, a maior parte da vida vivendo como freira, se vestindo como uma e fazendo caridades. No entanto, não entrou no convento porque na época não havia negras nesses espaços religiosos. Já Maria da Luz virou freira e teria visto Nossa Senhora também na hora da morte. Entre os milagres atribuídos à Irmã Adélia está a cura de uma criança que caiu do 5º andar.


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