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Matrícula de Thallyson está garantida

Publicado em: 21/10/2019 11:15 | Atualizado em: 21/10/2019 11:58

A emoção de Thallyson ao lado do juiz Clicério Bezerra e da mãe - Foto: Tarciso Augusto/Esp.DP.
Sonho realizado: a Secretaria de Educação do Recife garantiu a matrícula do garoto Thallyson Rogério da Silva Lima na rede municipalde ensino . Ele começa a estudar hoje no 1º ano da Escola Municipal Abílio Gomes, para adaptação. Em 2020 ele segue para a Escola Municipal Manoel Torres. As duas ficam em Boa Viagem, bairro onde ele mora. Thallyson tem 7 anos, é morador da comunidade do Pocotó, área pobre de Boa Viagem, e na semana passada teve sua história contada nas páginas do Diario de Pernambuco. Ele não tinha registro de nascimento e por isso, há anos, não podia ser admitido numa escola. A 1ª Vara da Família da Capital concedeu o registro na última quinta-feira. Estudar era o maior desejo dele, que se sentia excluído e diferente dos demais amigos do Pocotó.

“Franquear o acesso das crianças recifenses à escola é não só garantir seus direitos, mas promover a cidadania destes pequenos cidadãos e construir o futuro da nossa cidade, que está sendo criado dentro das nossas salas de aula”, disse Bernardo D’Almeida, secretário de Educação do Recife, ao comentar o encaminhamento dado ao caso.

Na última sexta-feira, a Secretaria de Educação promoveu um atendimento especial entre a equipe pedagógica e Thallyson para avaliar o nível de leitura e escrita dele e indicar onde o garoto ficaria melhor adaptado. Thallyson completa 8 anos em janeiro e mal conhece as letras do alfabeto, uma vez que frequentou uma unidade escolar particular durante apenas seis meses. Contava muito mais com a disponibilidade das crianças já alfabetizadas nos horários vagos.

“A situação é muito triste. Já chegaram a chamar meu filho de burro”, comentou na ocasião Taciana do Carmo Lima, mãe de Thallyson, que tem ele, Thayane Nicole (6 anos) e Thayla Ariele (2 anos) e vive com dinheiro obtido trabalhando como manicure. Taciana criou os meninos sozinha e conta que até tentou uma alternativa para incluir o filho, pagando R$ 150,00 por mês em aulas particulares. A despesa onerou no orçamento e a mãe precisou tirá-lo.

Há uma semana, quando foi publicada reportagem sobre a situação da criança no Brasil e no Nordeste, tomando como referência estatísticas publicadas pela Fundação Abrinq (SP), ouvimos também a avó de Thallyson sobre a condição dele. “Oxe, ele chora quando vê os outros alunos indo à escola”, contou a avó, dona Maria do Carmo Lima. Agora, a tristeza será passado. Thallyson enfim vai frequentar aulas. Sairá em grupo com os amigos. Terá muito a dividir e contar sobre o ambiente escolar.

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