Programa LGBT no Ar estreia nesta quinta com debate sobre diversidade na indústria musical

Publicado em: 18/09/2019 17:47 Atualizado em:

Foto: Diario de Pernambuco.
Foto: Diario de Pernambuco.
Nesta quinta-feira (19), estreia o primeiro programa de rádio transmídia do país sobre a temática da diversidade, o LGBT no Ar, realizado pela Diretoria LGBT da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e feito exclusivamente por pessoas da sigla. A veiculação será às 20h na Rádio Universitária FM (99.9) e na Rádio Universitária Paulo Freire (820 AM) e o primeiro episódio abordará o tema “Indústria Musical LGBTI+”, com Johnny Hooker, Ciel Santos e Siba Carvalho.

Voltado para o público LGBT, mas não somente para ele, o programa tem uma hora de duração e é resultado de um ano de trabalho. De acordo com a equipe – formada por Felipe Souza, Mariá, Ricardo Lima, Mallu Oliveira, Luana Freitas, João Pedro e Pedro Ganja –, a abordagem será descontraída e a linguagem, democrática, para que todos possam aproveitar o conteúdo. “Tivemos acesso a outras realidades e aprendemos muito”, disse o diretor e editor, Felipe Souza.

“Produzir uma narrativa transmídia é, de maneira simplificada, a reprodução de uma mensagem em diversas plataformas midiáticas adaptando o conteúdo a cada veículo ao qual a ela será veiculada. Ou seja, a transmidiação nos permite ampliar o alcance do debate de maneira a atingir um maior público, uma vez que ela adapta o discurso à mídia a qual o público mais se identifica”, explicam os estudantes no perfil do Instagram, um dos canais que será usado para a comunicação com os ouvintes.

O lançamento aconteceu na sexta-feira (13), na Biblioteca Central. O reitor Anísio Brasileiro afirmou que a diversidade faz parte do espírito universitário. “Não admitimos nenhum tipo de preconceito na universidade pública, que expressa a riqueza da sociedade brasileira. A temática LGBT está inscrita na pauta da UFPE”, destacou. A gestora da Diretoria LGBT, professora Luciana Vieira, que está se desligando do cargo, ressaltou a importância de uma política de sobrevagas para pessoas trans e travestis e da ampliação do espaço físico.

“Nosso papel do Laboratório de Imagem e Som (LIS) é não permitir que essas vozes sejam cortadas. As políticas de inclusão têm que ser contínuas”, destacou a professora Carol Dantas, do Departamento de Comunicação. O radialista Cássio Uchôa, da Rádio Universitária FM, ressaltou a sensibilidade da gestão a questões afirmativas e ações de acolhimento, além da preocupação em equipar o serviço de comunicação pública da universidade. “A gente precisa defender essas conquistas”, lembrou.

Pesquisa

O novo diretor, professor Felipe Rios, apresentou resultados preliminares da pesquisa realizada de agosto a dezembro de 2018 para traçar o perfil da comunidade LGBT da UFPE e subsidiar as ações da diretoria. Foram 3.746 respondentes, sendo 84% de estudantes, 11% de professores e 5% de funcionários. O estudo aponta que a estigmatização é problema de saúde pública, que afeta o rendimento no trabalho e causa evasão escolar. “A violência afeta a vida das pessoas e causa sofrimento psíquico”, afirmou ele.

O evento contou ainda com a mesa “A importância da pauta LGBTI na comunicação”, com a professora Ana Veloso, do curso de Rádio, TV e Internet da UFPE e da Rádio Universitária Paulo Freire; o jornalista e vereador Ivan Moraes; a professora Fernanda Capibaribe, do curso de Cinema e Audiovisual/UFPE; e a jornalista e ativista em direitos humanos Sylvia Siqueira Campos, do Mirim Brasil. O fechamento contou as atrações culturais DJ Lorena Fragoso e Flash Mob Rent.

Mais informações
Diretoria LGBT da UFPE
(81) 2126.3101
diretoria.lgbt@ufpe.br


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