Saúde Hospital Português faz evento em homenagem aos 164 anos de atividades

Publicado em: 16/09/2019 15:41 Atualizado em: 17/09/2019 08:02

Foto: Peu Ricardo/DP
Foto: Peu Ricardo/DP
Início de cerimônia, auditório cheio e o vídeo institucional preparado em homenagem ao dia especial chamava a atenção para a necessidade de cuidar do outro com paixão. O aniversário de 164 anos do Real Hospital Português, comemorado nesta manhã, teve também bolo de parabéns, discursos de agradecimento, presença de autoridades e reflexões sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade, fundada em 1855 como centro de resistência para tratar as vítimas de epidemia da cólera que assolava o país, segue. Só que agora, como um centro médico de excelência no Norte/Nordeste. A média de atendimentos na emergência é de 15 mil pessoas por mês.

O médico Gonzalo Vecina, ex-secretário de Saúde de São Paulo e professor da Faculdade de Saúde Pública da Fundação Getúlio Vargas, foi convidado para ser orador na celebração. "Nós da saúde temos que ter a preocupação de fazer mais com menos", destacou durante a palestra Futuro do SUS e a importância dos hospitais filantrópicos. Na opinião de Vecina,  no Brasil, há um abuso da tecnologia. "Hoje, fazemos 135 ressonâncias magnéticas nucleares por cada mil habitantes, um exame extremamente caro, quando na Alemanha, onde foi criada, são feitas 22 a cada mil habitantes", comparou.

Este ano, quem recebeu a Comenda de Excelência Médica, entregue sempre nos dias de aniversário do hospital, foi o nefrologista Frederico Cavalcanti, chefe do seviço de Nefrologia da unidade. Ele trabalha no Português há vinte anos. "Aqui eu tive a oportunidade de falar e ser ouvido, a chance de ter minhas ideias apresentadas e aproveitadas", destacou. Quem também foi homenageada foi Laura Areias, que trabalhou décadas no hospital e morreu em janeiro deste ano, aos 95 anos, quando ocupava o cargo de diretora de comunicação do hospital. No ato, a filha de Laura recebeu um buquê de flores.

O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, destacou que o Português é um exemplo de fazer mais com menos. "Somos considerados o segundo polo médico no país, mas quem sabe somos os primeiros por conta dos serviços ofertados no hospital", elogiou. O secretário estadual de Saúde, André Longo, representou o governador Paulo Câmara. "Em julho, 20 mil pernambucanos perderam seus planos de saúde. É um impacto para a gente construir uma assistência que não tinha sido prevista para dar conta dessa demanda."

O provedor do hospital, Alberto Ferreira da Costa, ressaltou que "honestidade e seriedade são o ponto fundamental da casa." Antes da sessão solene, o arcebispo de Olinda e Recife celebrou uma missa junto com o capelão do hospital, frei Paulo Sérgio. Um coral formado por colaboradores da unidade de saúde, o Real Encanto, também participou das homenagens.

Aos 164 anos de atividades, a administração do hospital destaca a consolidação do programa de cirurgia robótica, com o robô Da Vinci Xi, considerado o mais moderno em funcionamento no mundo. Com ele, a equipe faz cirurgias nas áreas de urologia, bariátrica, oncologia, cirurgia geral e torácica, coloproctologia e ginecologia.

O Português também é o único hospital da rede privada com o PET/CT, usado na oncologia. A unidade tem dois. Outro destaque é a compra do acelerador linear para radioterapia e radiocirurgia, o mais moderno do mercado. "Implantamos um novo serviço, o Concierge Oncológico, com o objetivo de acolher os pacientes e agilizar autorizações e marcações de consultas e procedimentos. Isso interfere diretamente no tratamento, pois possibilita resultados em menor espaço de tempo", informou o provedor.

O hospital funciona em uma área construída de 130 mil m2, tem 850 leitos ativos, 2 mil médicos, 5.600 colaboradores, 15 mil atendimentos de emergência por mês, 2,5 mil internamentos por mês, 1,5 mil cirurgias por mês e 15 mil atendimentos beneficentes por mês.



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