Protesto Grito dos Excluídos segue até às 17h na Praça do Derby

Publicado em: 07/09/2019 15:22 Atualizado em: 07/09/2019 15:37

Foto: Peu Ricardo/DP
Foto: Peu Ricardo/DP
A partir da Praça do Derby, no Centro do Recife, centenas de pessoas marcharam simbolicamente contra as ações do Governo Federal e tragédias ambientais registradas no país. A 25ª edição do Grito dos Excluídos conta com o tema A vida em primeiro lugar e deve continuar até às 17h deste sábado (7). A caminhada saiu em direção ao Parque Amorim e contou com diversas bandeiras pedindo Lula Livre. O evento é fruto da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era Fraternidade e os excluídos.

A estudante Alana Creusa, 25 anos, disse que foi ao ato para lutar por várias classes. "Desde o início do governo Bolsonaro, trabalhadores e também pessoas LGBTs, ou seja, quem faz o Brasil avançar, estão sendo massacrados, principalmente com o desmonte na educação e na ciência. O Brasil está perdendo bastante com isso", lamentou.

Para Itamar Souza, psicólogo e educador social, não há o que comemorar neste dia 7 de setembro. "O Grito tem a ver com as representatividades historicamente excluídas, que são as mesmas de sempre, o negro e o pobre, que até hoje não têm liberdade. O ato é um agregador dessa população, de quem comunga com as pautas da esquerda", disse.

Ao longo do percurso, foram vistas manifestações contra a reforma da previdência, em defesa da educação pública de qualidade, da causa indígena, além de protestos de Fora, Bolsonaro e de Justiça para Marielle Franco.

“O Grito dos Excluídos foi pensado para dar voz a quem não tem voz, colocando-se a favor dos mais sofridos”, lembrou o arcebispo de olinda e Recife, dom Fernando Saburido, que participou do ato junto com o bispo auxiliar e referencial da Comissão para a Ação Sociotransformadora do Regional NE 2 da CNBB, dom Limacêdo Antonio, e o vigário geral da arquidiocese, monsenhor Luciano Brito.

Participaram do Grito dos Excluídos as seguintes pastorais, movimentos e organizações: Pastoral da Saúde, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral da Juventude, Pastoral Carcerária, Cáritas Arquidiocesana, Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), Movimento Encontro de Irmãos, Instituto Dom Helder Camara (IDHeC), Movimento de Trabalhadores Cristãos (MTC) e a ONG Turma do Flau.

Dom Limacêdo destacou que Jesus Cristo se colocou ao lado dos marginalizados e que a Igreja deve defender a vida e a justiça social. “Jesus venceu a morte e quanto mais escura a noite, mais vai brilhar o dia, ao amanhecer.”

A programação do 25º Grito dos Excluídos está prevista para acontecer até o final desta tarde com atividades na Praça do Derby, entre elas feira de produtos afro (artesanatos da Rede Afro de Empreendedores de Pernambuco), apresentações musicais e artísticas de Afoxé Oya Tokolé Owo, Jorge Riba, Ívano, Ostrajam, Grió, Black Dreams, Fuá Maistonha, Setepalha, Erick Gambínio, Recital na Tora, Emenda 13 e Albino Baru.


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