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Morre professor João Franco Muniz Rocha, da Unicap

Publicado em: 14/08/2019 22:47 | Atualizado em: 15/08/2019 00:03

Foto: Reprodução/Instagram
O professor mais antigo de direito da Universidade Católica de Pernambuco, João Franco Muniz da Rocha, morreu na noite desta quarta-feira (15), no Hospital Esperança, aos 77 anos, em decorrência de problemas cardíacos.

João estava internado há 10 dias. O docente era formado em Direito, especialista em História Regional do Brasil e mestre em Ciências da Religião. Ele chegou a ocupar o cargo de chefe do departamento de Ciências Jurídicas da Unicap. No governo de Marco Maciel exerceu o cargo de subchefe da Casa Civil e na gestão do prefeito Germano Coelho (Olinda), foi Secretário de Educação. 
 
O jornalista Wagner Sarmento, disse que a família está bastante triste, mas com o coração tranquilo por saber que o professor cumpriu a missão. "O meu sogro formou várias turmas de advogados. Muitos estão ligando para a gente para demonstrar carinho e sentimentos".

O velório está marcado para às 8h desta quinta-feira, no Cemitério Morada da Paz, no Paulista. A missa acontece às 11h30, antecedendo a cerimônia de cremação.  O docente deixou três filhas e um neto. 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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