KART Médicos retiram reimplante de vítima de escalpelamento

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/08/2019 19:22 Atualizado em: 19/08/2019 19:35

Crédito: Eduardo Tumajan/Divulgação
Crédito: Eduardo Tumajan/Divulgação
A estudante Débora Esthefany Dantas de Oliveira, 19 anos, perdeu o reimplante do couro cabeludo. Transferida no domingo (19) do Hospital da Restauração para o Hospital Especializado de Ribeirão Preto, em São Paulo, ela teve a pele e parte dos cabelos, desde a altura dos olhos até a nuca, arracancados em um acidente de kart em Boa Viagem, no Recife. O acidente ocorreu no dia 11 deste mês.

Em nota, os médicos Daniel Alvaro Alvares Lazo, assistente e cirurgião plástico, e Olimpio Colicchio Filho, diretor clínico do Hospital Especializado, afirmam que a perda do reimplante se deu devido à trombose venosa. Coágulos em veias e artérias se formaram em parte do couro cabeludo e da pele da estudante.

A cirurgia foi realizada após a chegada de Débora na unidade hospitalar paulista. Internada na UTI, ela estava consciente e orientada. A estudante chegou a Ribeirão Preto por volta das 19h do domingo, tendo sido transferida em um avião pago pela rede de supermercados Walmart. O acidente aconteceu no estacionamento de uma loja da rede.

Uma nova cirurgia está programada para a próxima quinta-feira, quando, segundo a equipe médica do Hospital Especializado, também haverá a preparação para as demais etapas do tratamento de Débora, “com início dos transplantes micro cirúrgicos e reconstrução das pálpebras”.

ACIDENTE

O acidente de Débora ocorreu na tarde do dia 11 deste mês. Era a primeira vez que ela tinha a uma pista de kart. Durante a corrida, o cabelo enroscou no motor do veículo, arrancando o couro cabeludo e a pele acima dos olhos. Socorrida inicialmente pelo namorado, o empresário Eduardo Tumajan, que acompanha a estudante em Ribeirão Preto, ela deu entrada no HR por volta das 18 horas.

Débora passou pela primeira cirurgia no dia acidente. A equipe médica recuperou 80% do couro cabeludo danificado. No procedimento, chamado de reconstrução microcirúriga da calota craniana, não se conseguiu recuperar a parte traseira da cabeça devido ao estado em que se encontrava o tecido original.

Uma segunda cirurgia, de caráter emergencial, ocorreu dois dias após o acidente, para retirar os trombos (coágulos) nos vasos sanguíneos religados à cabeça. As duas intervenções foram assistidas pela internet por profisssionais do Baylor College of Medicine, situado em Houston, nos Estados Unidos.

A Polícia Civil investiga o acidente, tendo 30 dias para concluir o inquérito, a contar da abertura das investigações. Um dos aspectos analisados pela polícia é se houve negligência da empresa de kart.



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