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URBANISMO

Vila de Peladas, em Caruaru, recebe nova área de lazer

Publicado em: 12/07/2019 11:29 | Atualizado em: 12/07/2019 11:42

Foto: Jorge Farias/Divulgação.
A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Obras, inaugurou, na tarde dessa quinta-feira (11), a sétima área de lazer do conjunto de 10 novas praças espalhadas em áreas da cidade e zona rural de Caruaru. Desta vez, o equipamento foi aberto na Vila de Peladas. A Praça Fernando Soares da Silva conta com uma área total de 926 metros quadrados.

O espaço público conta com piso em intertravado em toda extensão de passeio, pista de cooper, equipamentos de ginástica, bancos, playground, brinquedos, iluminação e paisagismo. "Vou trazer meus netos para brincar e aproveitar para fazer minha caminhada matinal de todos os dias”, afirmou a moradora da localizada Olindina Maria, 72 anos.

"Oferecer para população mais espaços de lazer na cidade é garantir, automaticamente, mais qualidade de vida, lazer e vida saudável para toda comunidade. O novo espaço foi pensado para a família, com equipamentos adequados para cada faixa etária, contemplando do mais novo ao mais velho. Obra boa é a que é feita para o povo, que o povo usa”, ressaltou a prefeita da cidade, Raquel Lyra.

Além da praça, a Vila de Peladas também já foi contemplada com uma nova estrada, que recebeu os serviços de recapeamento asfáltico, iluminação de led e a nova creche, que já está sendo ampliada antes mesmo de ser inaugurada, com capacidade para receber 200 crianças.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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