Ação policial MPPE apura da morte de PM e de oito suspeitos em ação policial na PB

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 15/07/2019 21:40 Atualizado em: 15/07/2019 22:01

MPPE ainda não tinha se manifestado sobre a morte do PM ou a dos oito suspeitos em ação na PB - Divulgação/PMPE
MPPE ainda não tinha se manifestado sobre a morte do PM ou a dos oito suspeitos em ação na PB - Divulgação/PMPE
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou oficialmente no caso da morte do policial militar em Santa Cruz do Capibaribe e da ação policial que terminou com a morte de oito suspeitos na Paraíba. As situações aconteceram nos dias 1 e 2 de julho e tiveram grande repercussão, tanto pelo fato de que a viatura onde estava o PM André José da Silva foi alvejada por mais de 40 tiros, quanto pela forma com que os corpos dos suspeitos foram tratados.

Em nota divulgada em seu site oficial, o MPPE diz que “tendo em vista a atuação ministerial no controle externo da atividade policial (...) está investigando possíveis excessos cometidos por policiais pernambucanos durante a atuação em conjunto das polícias de Pernambuco e da Paraíba” e que acompanha “as investigações do assassinato do policial militar André José da Silva”. 

Ainda, o órgão salienta que realiza “intercâmbio de informações com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a fim de fornecer o subsídio necessário para auxiliar na elucidação dos fatos relacionados à morte do grupo de oito pessoas que supostamente cometeram assalto e o assassinato do PM em Pernambuco”.

Até então, só duas entidades oficiais da Paraíba se pronunciaram sobre o caso - o MPPB e o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-PB). Este último, por sinal, classificou o episódio como “espetáculo macabro” e “culto ao sangue”.

Entenda o caso
Na tarde de 1º de julho, um grupo de quatro pessoas realizou um assalto a um mercadinho em Santa Cruz. Uma patrulha comum da PM foi acionada para a ocorrência e foi surpreendida pelos criminosos, que dispararam mais de 40 tiros contra a viatura. Além da morte de André, soldado da PM, ficou ferido o sargento Moacir Pereira da Silva - ele segue internado no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru.

Na madrugada do dia seguinte (2 de julho), uma ação conjunta das polícias de PE e PB localizou um grupo de oito pessoas (quatro do assalto de Santa Cruz + outros quatro ligados direta ou indiretamente ao caso) em um sítio localizado no limite entre Barra de São Miguel e Riacho de Santo Antônio, cidades paraibanas.

De acordo com a PM de Pernambuco, o grupo não se rendeu e atacou os agentes de segurança com diversos tiros. Assim, obrigando-os a utilizar de violência. A ação terminou com a morte de todas as oito pessoas que estavam neste sítio na PB.

Na ocasião, entidades pernambucanas ligadas à segurança pública e aos direitos humanos lamentaram todo o ocorrido ao Diario. O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) caracterizou o episódio como “um banho de sangue”. A OAB/PE também estranhou a situação. A Comissão de Direitos Humanos da organização explicou que os fatos precisavam ser apurados com rigor, para certificar que a ação policial não foi motivada por vingança ou revanche.

Por fim, a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco disse que aguardava “a conclusão do inquérito da Polícia Civil de Pernambuco para, a partir das investigações, avaliar se é cabível a abertura de procedimento disciplinar".


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