Mar Aberto Justiça solta DJ Jopin e primo empresário

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/07/2019 18:35 Atualizado em: 12/07/2019 21:05

DJ Jopin e Aníbal Pinteiro foram soltos nesta sexta (12) - Divulgação
DJ Jopin e Aníbal Pinteiro foram soltos nesta sexta (12) - Divulgação

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) soltou, na tarde desta sexta-feira (12), José Pinteiro da Costa Júnior, o DJ Jopin. Ele estava preso preventivamente desde o começo de maio, junto com outros membros de sua família, após serem cumpridos mandados de prisão da Operação Mar Aberto, que apura crimes financeiros. Quem também teve sua prisão preventiva revogada foi Aníbal Teixeira Vasconcelos Pinteiro, empresário e primo do músico. 

A ação conjunta das secretarias estaduais de Defesa Social (SDS) e da Fazenda (Sefaz) investiga delitos como lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime tributário. As investigações apontavam que o pai de Jopin, o empresário José Pinteiro da Costa Neto - que continua preso -, liderava um esquema de sonegação através da venda e fabricação de lanchas com as empresas Mariner e Aquarium. A produtora WeDo, de propriedade do DJ, também estaria envolvida na história.

A prisões do DJ Jopin e de Aníbal foram revogadas pelo juiz Evanildo Coelho de Araújo Filho, da Vara de Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária da Capital. Na peça, o magistrado explica que eles “não teriam o condão de, fora do cárcere, comandar a organização criminosa narrada na denúncia ou interferir na colheita de provas”. 

“Em virtude da conclusão do inquérito, o próprio juiz, a pedido nosso, verificou que não havia mais necessidade da prisão preventiva deles”, explicou o advogado Ademar Rigueira Neto, representante dos dois homens, que estão proibidos de saírem do Recife por mais de 5 dias, sem autorização judicial; de deixarem o país; de irem às empresas investigadas; de mudar de endereço sem avisar; e manterem contato com os outros acusados pela operação policial.

Pai continua preso
Apesar de também ter sido pedida a revogação das prisões de Pinteiro Neto e Rômulo Robérico Tavares Ramos, a justiça manteve os dois no Cotel. A soltura deles colocaria “risco à ordem pública”, segundo o juiz Evanildo, que relembra que há “fortíssimos indícios” de autoria dos crimes e, no caso de Pinteiro Neto, há uma condenação por sonegação previdenciária, julgada em 2009. 

DJ Jopin com o pai, o empresário José Pinteiro Neto, que continua preso - Luiz Fabiano/Divulgacao
DJ Jopin com o pai, o empresário José Pinteiro Neto, que continua preso - Luiz Fabiano/Divulgacao

Outros alvos da Operação Mar Aberto como, Adriana Vieira Bandeira de Melo e Victoria Bandeira de Melo Pinteiro (mãe e irmã do DJ Jopin, respectivamente), Patrícia de Lima Oliveira e Matheus Felipe Fonseca do Nascimento, já foram liberados há algumas semanas.
A investigação começou em dezembro de 2017. Segundo a Polícia Civil, o esquema de lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 300 milhões em cinco anos. Com a sonegação, a família Pinteiro conseguia uma evolução patrimonial de até 100% a cada ano, tendo um crescimento exponencial de bens para manter uma vida de luxo.

Na última fase da Operação, foi apreendido pela polícia o maior iate do Nordeste. Com 115 pés, ele é avaliado em cerca de R$ 15 milhões.


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