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Escritório é interditado por suspeita de estelionato contra idosos no Recife

Publicado: 04/07/2019 às 20:10

Foto: Procon-PE/

Foto: Procon-PE/

Foto: Procon-PE
Um escritório clandestino foi interditado pelo Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-PE), nesta quinta-feira (4), por aplicar golpes financeiros no Recife. O local, identificado como escritório Andrade e Amorim, funcionava como uma suposta empresa de advocacia para oferecer empréstimos e baixar juros. Um dos donos da empresa, André Luiz Alves de Amorim, que se identificou como bacharel foi preso em flagrante, e será indiciado por estelionato. Participaram da ação as delegacias do Consumidor e de Repressão ao Estelionato. 

A denúncia partiu de um consumidor que foi pedir ajuda ao Procon-PE. Ele foi abordado em frente a uma financeira por um homem que ofereceu levá-lo em um lugar que iria diminuir os juros de seu empréstimo. "Chegando lá pediram meu cartão da financeira e também que deixasse a senha. Achei estranho e vim direto ao Procon", disse o idoso que preferiu 
não se identificar. 

Uma equipe de fiscais foi enviada até o escritório, localizado no Edifício Bancomércio, na Rua Matias de Albuquerque, no Centro do Recife. Lá foi verificado que havia papéis para oferecer empréstimos, anotações das datas de pagamentos e dados bancários de várias pessoas. Alguns consumidores que estavam lá pra ser atendidos contaram que tinham pago valores altos, e alguns tinham entregue o cartão e a senha de seus cartões a funcionários do escritório. 

"O Procon interditou o local porque ele não possuía documentos para funcionar como empresa de empréstimos. Mas, chamamos a delegacia do estelionato porque notamos que estavam sendo aplicados golpes", explicou a gerente de fiscalização, Danyelle Sena. 

Uma das vitimas é o aposentado Ivanildo da Silva Bastita. No mês de Junho ele foi tirar um empréstimo de R$1 mil, mas um dos funcionários do escritório o abordou, antes dele fechar negócio. "Fui abordado por um rapaz na frente da Crefisa. Ele falou que me levaria a um local pra tirar empréstimo com juros menores. Lá um homem de nome André me convenceu a tirar R$ 5 mil. Desse valor, eu pagaria R$ 1.850 pra ele e, ele conseguiria que minhas parcelas ficassem menores do que as da Crefisa", contou. 

O aposentado voltou à Crefisa, localizada na Praça da Independência, como orientado por André, pediu R$ 5 mil e acertou 12 parcelas de R$ 1.111. "André me garantiu que ele iria anular essas parcelas com a Crefisa e que eu pagaria direto a ele 36 parcelas de R$ 169. Mas, na data do pagamento do meu salário, a conta tava zerada. No banco me falaram que eu precisava fazer comprovação de vida. Mas André, que não atendia mais minhas ligações, falou que ia resolver isso comigo depois", disse a vítima. 

Outra vítima disse que uma das funcionárias do escritório teria acompanhado ela até o banco para sacar o salário e, posteriormente, teria ficado com o cartão e a senha do banco do filho que é aposentando por invalidez. Todos os consumidores que estavam no escritório foram encaminhados para prestar depoimento na Delegacia de Estelionato. 

No escritório, trabalhavam cerca de sete pessoas, conhecido por pastinhas, que ficam na rua abordando os consumidores e trabalhavam em busca de novos clientes. Segundo um deles, nenhum tinha carteira assinada e recebia R$ 150 por semana. 

Todos os consumidores foram orientados a procurar o Procon e levar os documentos referente aos empréstimos para que seja analisada a possibilidade de renegociar os empréstimos ou anular, caso seja comprovado o golpe.
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