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Saúde

Casos de coqueluche em Pernambuco aumentam 101% em 2019

Publicado em: 08/07/2019 19:02 | Atualizado em: 08/07/2019 19:13

Foto: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

Os casos de coqueluche dobraram neste ano em Pernambuco. As notificações dessa doença infecciosa aguda, de acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), tiveram um aumento de 101%, entre janeiro e junho. Já os casos confirmados tiveram um aumento de 109%, no mesmo período, em comparação com a mesma época de 2018. Pernambuco tem atualmente 566 notificações para investigar a doença e 245 confirmações. A maior quantidade de doentes está na faixa etária dos 2 aos 5 meses. No mês passado, a secretaria reforçou entre os profissionais de saúde um alerta sobre a importância da vacinação.

Em 2019, até a semana epidemiológica 25 (que compreende o período até o dia 22 de junho), o estado tinha contabilizado que 43,3% das notificações haviam sido confirmadas para a doença. No ano passado, o percentual de notificados que tiveram confirmação da doença era de 41,5%. Neste ano, cerca de 31% dos casos notificados são em crianças de 2 a 5 meses, e 29% dos confirmados também estão na mesma faixa etária. A população de 1 a 4 anos é a segunda mais atingida, representando 21% das notificações e 23% das confirmações. Em 23 de abril, o estado já havia confirmado um óbito, ocorrido na semana epidemiológica 47 de 2018. Em 2019, não há mortes por coqueluche confirmadas.

Os casos notificados de coqueluche estão concentrados, em sua maioria, no Recife e em Jaboatão dos Guararapes. Das notificações, 46,8% ocorreram na capital pernambucana. Outros 35,4%, em Jaboatão. No Recife, o número de casos notificados aumentou em 151% entre os anos de 2018 e 2019. Já as confirmações aumentaram 125% na cidade. Dos municípios do interior, Petrolina é o que apresenta mais casos de coqueluche em 2019, com 43 notificações e seis confirmações.

Diante da situação, a SES reforçou que a imunização é uma das principais estratégias para redução (prevenção e controle) dos registros de coqueluche. Considera-se pessoa adequadamente vacinada para coqueluche quem recebeu três doses a partir de 2 meses de vida, com intervalo de 60 dias entre as doses, o 1º reforço aplicado aos 15 meses e 2º reforço aos 4 anos.

Com o objetivo de diminuir a incidência e a letalidade da coqueluche nos menores de 1 ano, em novembro de 2014 foi implantada a vacina dTpa para gestantes e profissionais de saúde que atuam em maternidades e unidades neonatais. “Essa vacina oferece proteção indireta nos primeiros meses de vida, através da passagem de anticorpos maternos por via transplacentária para o feto, enquanto a criança ainda não teve a oportunidade de completar o esquema vacinal”, explica parte do boletim epidemiológico da SES. Em ofício do dia 12 de junho, a SES informou que, considerando a baixa adesão dos profissionais de saúde à vacinação, todos eles deveriam receber uma dose da vacina, de acordo com o histórico vacinal de difteria e tétano.

Em 2018, a cobertura vacinal foi menor do que a meta estabelecida em Pernambuco. Entre as crianças menores de 1 ano, ficou em 92,2% do público-alvo, quando a meta era 95%. Entre as gestantes, cuja meta era o mesmo percentual, o atingido foi 60,7%.

A Coqueluche é uma doença transmissível, provocada pelo bacilo Bordetella pertussis, que compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios). A tosse seca é o principal sintoma. Os menores de seis meses constituem o grupo mais propenso a apresentar formas graves e até letais. Aqueles não adequadamente vacinados ou vacinados há mais de 5 anos, por sua vez, costumam ter manifestações atípicas, com tosse persistente, porém sem episódios de ataques de tosse ou vômito pós-tosse.

A doença costuma evoluir com três fases. A primeira delas começa com sintomas leves e pode ser confundida com uma gripe. Depois, acontecem os acessos de tosse seca, seguidos por inspiração forçada, vômitos e dificuldade para beber, comer e respirar. A última fase é caracterizada por tosse comum. A coqueluche pode ser transmitida por secreções, como saliva e gotículas expelidas no espirro ou tosse. 
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