Justiça Caso Beatriz: mãe da menina assassinada em Petrolina inicia greve de fome

Publicado em: 18/07/2019 19:46 Atualizado em: 18/07/2019 20:17

Beatriz foi assassinada em Petrolina em 2015. Foto: Facebook/Reprodução.
Beatriz foi assassinada em Petrolina em 2015. Foto: Facebook/Reprodução.
A mãe de Beatriz Mota, estudante de 7 anos morta com mais de 40 facadas durante uma festa do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, Sertão do estado, iniciou uma greve de fome nesta quinta-feira (18). Lúcia Mota teria descoberto o paradeiro de Alisson Henrique de Carvalho, considerado foragido pela polícia por ter apagado imagens que poderiam ajudar a esclarecer o crime, sem solução desde 2015. Ela acionou a Polícia Militar para efetuar a prisão, mas ninguém respondeu no endereço onde o suspeito estaria. A greve de fome foi iniciada para pressionar a Justiça a liberar um mandado de busca e apreensão no local.

Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou a prisão preventiva de Alisson Henrique, funcionário da escola onde a menina Beatriz Mota foi encontrada morta, em dezembro de 2015. A criança de 7 anos levou mais de 40 facadas durante uma festa no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão do estado. Ela estudava na instituição, onde o pai também era professor. Considerado foragido pela polícia, Alisson havia sido interrogado sobre o desaparecimento das imagens, negando ter apagado os registros que mostrariam o assassino de Beatriz.

A Polícia Civil de Pernambuco informou, em nota, que "entende a emoção e dor dos familiares da menina Beatriz Mota e reitera o compromisso de todas as forças de segurança do Estado para a elucidação do caso".

"O inquérito hoje conta com 19 volumes e mais de 4 mil páginas com diligências sobre essa caso que desafia pela sua complexidade a PCPE, corporação que possui hoje uma das melhores taxas de resolução de homicídios do Brasil, que é 6,7 vezes maior que a média nacional", pontuou a polícia. 

Ainda na nota, a polícia ressaltou que a delegada Polyana Neri foi designada para tratar exclusivamente do caso "com equipe de policiais e estrutura necessária, além de contar com o apoio do Ministério Público e da Diretoria de Inteligência da PCPE. Ao longo do caso, avanços foram obtidos como a divulgação da imagem do suspeito. Essa imagem foi resultado do trabalho de peritos do Instituto de Criminalística (IC) para que a tornassem o mais clara possível, possibilitando a visualização das características do homem". 

A polícia enfatizou que não é possível fornecer mais detalhes sobre a investigação porque o trabalho corre sob segredo de justiça. "Apesar dos desafios, a PCPE tem plena confiança que o caso será elucidado, trazendo justiça e paz para os familiares e amigos de Beatriz Mota", ressaltou.

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Imagens do assassino foram feitas em câmeras de videomonitoramento. Foto: Polícia Civil/Divulgação.
Imagens do assassino foram feitas em câmeras de videomonitoramento. Foto: Polícia Civil/Divulgação.
Em março de 2017, a Polícia Civil conseguiu imagens que revelam a face do autor do crime. Para os investigadores, não há dúvidas de que o homem que aparece nas filmagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora é o assassino. O Disque-Denúncia chegou a oferecer R$ 10 mil de recompensa para quem tivesse informações sobre a localização do homem. A delegada Gleide Ângelo, eleita deputada estadual, foi nomeada para cuidar do caso, mas se afastou por conta da candidatura à Assembleia Legislativa.

Quem tiver informações que possam auxiliar a polícia na identificação do suspeito que aparece nas imagens pode entrar em contato com os investigadores através dos números abaixo:

Ouvidoria SDS – 181
WhatsApp – (87) 9 9911-8104
Disque-Denúncia - (81) 3421-9595 ou (81) 3719-4545


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