Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Local

Solidariedade

Campanha junta recursos para realizar evento gratuito que exalta a diversidade na infância

Publicado em: 10/07/2019 21:37 | Atualizado em: 10/07/2019 21:39

Evento precisa de doações para acontecer. Foto: Thamyres Oliveira/Divulgação.

Uma tarde de atividades gratuitas e lúdicas para festejar a infância, os mitos e convivências afro-brasileiras. O evento Aguerézinho - o festejo dos contos tem como proposta fazer um convite para que as famílias repensem a ótica eurocêntrica da infância, invertam a lógica consumista, troquem a excessiva compra de brinquedos pelo compartilhamento de afeto, o celular por um livro e uma boa história. Depois de ser realizado pela primeira vez, em 2018, o encontro busca apoio para garantir o sucesso na segunda edição, por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

O evento, idealizado e realizado pela contadora de histórias, pedagoga e empreendedora social pernambucana Kemla Baptista, acontecerá no dia 12 de outubro deste ano, das 13h às 17h, no Museu da Abolição, bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife. A captação dos recursos foi pensada em duas etapas (metas). A primeira é para viabilizar os custos básicos de produção do festejo, como a compra das passagens de ida e de volta, hospedagem e alimentação da convidada, a escritora Kiusam de Oliveira.

Além disso, tem o objetivo de custear a alimentação e o transporte de crianças do grupo infantil Encantinho do Pina; camisas dos voluntários e outros itens descriminados no link da campanha hospedado no site Benfeitoria. A segunda meta é ampliar as atividades do Aguerézinho, realizando um seminário sobre educação antirracista na infância no próprio Museu da Abolição.

Nesta segunda edição, o Aguerézinho fará homenagens à ancestralidade feminina africana, à expressividade feminina nas tradições orais afro-brasileiras e à literatura infantil por meio do livro Omo Obá: Histórias de princesas, escrito por Kiusam de Oliveira. Em 2019, comemora-se os 10 anos de publicação da obra, que recupera os mitos dos orixás femininos como princesas, aproximando-as do universo feminino negro do passado e da contemporaneidade. 

No Aguerézinho, além de ouvir histórias em espetáculos do projeto Caçando Estórias, capitaneado por Kemla Baptista, e de convidados, as crianças fazem apresentações artísticas, conhecem brincadeiras tradicionais africanas, vivenciam a capoeira Angola, percussão, pintura, desenho, yoga e confecção de turbantes. O Agueré é um ritmo afro-brasileiro e um festejo de algumas tradições do candomblé Ketu dedicado aos Odés, ancestrais caçadores e caçadoras que são diretamente relacionados a prosperidade e a alegria.   

O evento surge como uma alternativa lúdica e socialmente responsável para que as famílias construam uma perspectiva diferenciada sobre os hábitos de consumo na infância e a valorização da diversidade étnico-racial. O grupo infantil convidado deste ano é o Encantinho do Pina. Fundado em 2013 como baque mirim da Nação do Maracatu Encanto do Pina, oferece atividades educativas e artísticas como a oficina de maracatu para as crianças e adolescentes da comunidade do Bode, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. O trabalho, além de educativo do ponto de vista musical, permite a introdução e a valorização da cultura de matriz africana no cotidiano das crianças e adolescentes.

Impacto social
[FOTO2] No Aguerézinho, é considerada a necessidade de incentivar e acreditar nos potenciais das crianças. Seja pela promoção dos hábitos de leitura, pelo contato com o universo dos mitos africanos e afro-brasileiros, pelas atividades lúdicas afro referenciadas, artes visuais, música, corporeidade. "O projeto acredita no poder transformador da autoestima, respeito a diversidade, afeto e confiança. Isto se expressa nas vivências criativas evento", afirma Kemla Baptista.

Uma delas é o "Pé de livros", espaço compartilhado para a leitura de livros afirmativos de literatura infantil doados pelas editoras Pallas e Arole Cultural. Sob a sombra dos baobás do jardim do Museu da Abolição, o público conhece obras que exaltam afro-brasilidades que, ao final do evento, são doadas ao acervo da Ludoteca do museu e à biblioteca do grupo Encantinho.

O evento será acessível à pessoa surda, pois contará com tradutores em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Haverá ainda a mobilização de voluntários que colaboram ativamente na realização das vivências com as crianças no jardim do museu.

Primeira edição

A primeira edição do Aguerézinho aconteceu no Museu da Abolição, em outubro de 2018, para celebrar os 10 anos de Caçando Estórias, uma iniciativa de educação para a diversidade criada por Kemla Baptista. Foi pensando em construir novas possibilidades para as comemorações do dia das crianças que a contadora de histórias teve a iniciativa, engajada e divertida, de convidar artistas da música, contação de histórias e cultura popular, educadores, estudantes de escolas públicas e universitários para participar desse evento colaborativo. Como o próprio nome sugere, o Caçando Estórias convida as crianças para desbravar o universo das tradições afro-brasileiras e mostrar que também criam arte.

Serviço:

Aguerézinho: O festejo dos contos
Onde: Museu da Abolição
Endereço: Rua Benfica, 1125, Madalena, Recife
Quando: 12 de outubro (sábado)
Horário: das 13h às 17h
Classificação etária: Livre
Entrada: Gratuita
Evento acessível para a pessoa surda
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Secretários estaduais de Saúde pedem mais rigor nas medidas de restrição contra Covid-19
Manhã na Clube com Rhaldney Santos - 02/03
Com 93% de taxa de ocupação de UTIs, Pernambuco decreta mais restrições
De 1 a 5: saiba qual é seu perfil profissional e como tirar o máximo proveito dele
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco