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Atividades lembram Semana de Conscientização da Cardiopatia Congênita

Publicado em: 09/06/2019 17:58

Foto: Divulgação.
Na Semana Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a ONG Círculo do Coração, que há 25 anos cuida de crianças cardiopatas no Nordeste, realizou neste domingo (19) uma programação para lembrar a importância diagnóstico precoce para o tratamento de um problema de saúde que atinge um em cada 100 bebês no Brasil. 

A atividade aconteceu no 2º jardim de Boa Viagem. A concentração começou às 15h, com aferição de pressão arterial e saturação de oxigênio e orientação médica sobre cardiopatias congênitas. 

A saída da caminhada aconteceu às 16h, em ritmo leve, pela areia da praia. Às 17h, foi realizado um aulão de Yoga. Durante toda a programação, das 15h às 18h, foi realizada uma campanha de doação para aquisição de aparelho de eletrocardiograma para a Casa do Coração, espaço que vai realizar o atendimento ambulatorial gratuito de crianças e gestantes.

No Brasil, uma em cada 100 crianças nasce com alguma alteração na estrutura ou na função do coração. Por ano, cerca de 28 mil crianças nascidas no país são cardiopatas, representando 1% da população. Pelo  menos 23 mil desses bebês precisam de atendimento diferenciado e de cirurgia cardíaca. No entanto, estima-se que 18 mil deles (78%) sequer recebem o tratamento, muitas vezes por falta de diagnóstico, aumentando os índices de mortalidade neonatal.

Cardiopatia Congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, período em que se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que descoberto anos mais tarde. As cardiopatias congênitas mais comuns incluem alteração em alguma válvula cardíaca, que influencia no fluxo sanguíneo dificultando ou impedindo sua passagem, alterações nas paredes do coração levando a comunicações cardíacas que não deveriam existir e mistura do sangue oxigenado com o não oxigenado ou ainda a formação de um único ventrículo. Pode ainda haver a combinação de malformações.

O diagnóstico precoce pode salvar a vida da criança, principalmente em cardiopatias mais graves, quando o parto deve ser planejado e a criança precisa ser operada nos primeiros dias de vida. As cardiopatias congênitas podem ser prevenidas em parte através da vacinação contra a rubéola e do consumo de ácido fólico.

Algumas cardiopatias não necessitam de tratamento. Outras podem ser tratadas de forma eficaz com procedimentos com cateteres ou cirurgia cardiovascular. Em alguns casos podem ser necessárias várias cirurgias. Em outros, podem ser necessários transplantes de coração. Com tratamento apropriado, o prognóstico é geralmente bom, mesmo dos problemas mais complexos.

As cardiopatias podem ser suspeitadas durante a gestação pelo ultrassom morfológico e confirmadas pelo ecocardiograma fetal ou ainda com a ajuda do teste do coraçãozinho, que é feito na maternidade. Outra forma de diagnóstico é por exame físico realizado pelo pediatra com ajuda de exames complementares como raio x de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, cateterismo, holter de 24h e angiotomografia.
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