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Professores e estudantes protestam no Recife contra corte de verbas na educação

Publicado em: 15/05/2019 22:02 | Atualizado em: 15/05/2019 22:07

Atos semelhantes aconteceram em todo o país. Foto: Tarciso Augusto/Esp.DP.
“Hoje a aula é na rua.” O cartaz confeccionado por estudantes que participaram da Greve Geral da Educação no Recife desfilou pelas vias da área central da cidade como um sinal do esvaziamento das salas de aula de escolas, universidades e institutos de ensino nesta quarta-feira (15), quando milhares de alunos, professores, servidores, funcionários e pais que foram às ruas em protesto aos cortes de verbas impostos pelo Ministério da Educação (MEC). Segundo os organizadores do ato, cerca de 50 mil pessoas estavam na Rua da Aurora, em Santo Amaro. Do Ginásio Pernambucano, o grupo seguiu em caminhada de quase dois quilômetros até o Pátio do Carmo, no bairro de Santo Antônio, passando pela Rua do Hospício e pelas Avenidas Conde da Boa Vista, Guararapes e Dantas Barreto.

As instituições federais – atingidas diretamente pelos cortes – tiveram o apoio da universidade pública estadual, a Universidade de Pernambuco (UPE), e de alunos e professores de várias redes municipais, da rede estadual de ensino e de escolas e instituições de ensino superior privadas. Docentes e estudantes de várias cidades da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata do estado deslocaram-se até a capital para participar do evento. Apesar da orientação da Secretaria de Educação de Pernambuco para abrirem as escolas, cerca de 53% das 1.060 unidades da rede aderiram totalmente ao movimento. Outros 47% aderiram de forma parcial ou funcionaram normalmente.

A concentração do ato aconteceu às 15h em frente ao Ginásio Pernambucano. Cartazes e faixas foram confeccionadas no local com frases em defesa da educação e contra os cortes impostos pelo governo federal. Estudante da Escola de Referência em Ensino Médio Silva Jardim, Maria Alice Ferraz, 17 anos, foi da unidade de ensino, no Monteiro, Zona Norte do Recife, ao protesto. "Viemos lutar por uma universidade pública de qualidade, para onde queremos ir", disse.

O protesto tornou-se um grande ato político e cultural. Além das falas, no trio elétrico que acompanhou a manifestação, contrárias aos cortes e à reforma da Previdência, foram realizadas performances musicais e teatrais. As apresentações acontecem no chão e de forma simultânea aos discursos. Segundo estudantes, tratava-se de uma “balbúrdia da democracia”.

Em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, outro protesto aconteceu na tarde de ontem no Centro Acadêmico de Vitória (CAV) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em Caruaru, Agreste pernambucano, uma caminhada foi realizada pela manhã no Centro da cidade. No Sertão, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), com sede em Petrolina, promovem o evento A universidade é do povo.

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