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Pescadores flagrados em pesca irregular com 525 quilos de lagosta

Publicado em: 13/05/2019 07:26 | Atualizado em: 13/05/2019 07:34

Foto: Polícia Federal/Ibama/divulgação
Uma ação da Polícia Federal e do Ibama destinada a reprimir a pesca e a comercialização de lagosta no período de defeso, iniciado em 1º de dezembro do ano passado e que deve ser finalizado somente em 31 de maio de 2019, chamada de Operação Argos, terminou com a prisão de dois pescadores e a apreensão de 525 quilos de lagosta.A fiscalização estava no mar de Itamaracá, em uma distância de 13 milhas náuticas, quando viu uma embarcação suspeita de pesca predatória.

Os pescadores estavam em um barco chamado Maria Lúcia.Apesar de informarem que estavam pescando de linha, a PF e o Ibama encontraram com eles um cilindro de oxigênio, compressor, botijão de gás e mangueira de mergulho. No porão da embarcação, havia grande quantidade de lagosta vermelha, espécie proibida de pesca durante o período de defeso. Muitas delas estavam acondicionadas em um isopor com gelo.Segundo os fiscais, os crustáceos estavam fora das especificações legais (peso, tamanho e em fase de reprodução). As lagostas foram apreendidas. A embarcação já estava há 7 dias em alto mar.

As lagostas foram doadas para o Serviço Social do Comércio (Sesc), que desenvolve a ação Mesa Brasil, com restaurante voltado ao público de baixa renda. No período de defeso, nenhum pescador pode pescar a lagosta, sob pena dos crustáceos não se reproduzirem e causar grandes prejuízos, tanto para o meio ambiente como também para os próprios trabalhadores que vivem do pescado. Todo pescador cadastrado tem o direito a um seguro defeso em dinheiro para tentar reduzir o prejuízo dos profissionais nesse período em que a pesca é proibida.

Os suspeitos foram autuados em flagrante pelo crime de pescar em período no qual a pesca é proibida. A pena é de detenção de um a três anos, além de multa. A fiança, no valor de R$ 5 mil, foi arbitrada, mas os pescadores disseram não ter condições de pagar. Terminaram encaminhados para a audiência de custódia e de lá foram levados para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), onde ficarão até que seja paga a fiança estipulada.
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