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FEMINICÍDIO

Justiça determina se feminicídio de Patrícia Wanderley vai a júri popular

Publicado em: 15/05/2019 15:49 | Atualizado em: 15/05/2019 15:58

Patrícia Wanderley foi vítima de feminicídio em novembro do ano passado. Foto: Acervo Pessoal
Nesta quinta (16), a partir das 9h, na Primeira Vara do Tribunal do Júri da Capital, Fórum Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra, ocorrerá a primeira audiência para julgar o feminicídio de Patrícia Cristina Araújo Wanderley Lira, morta aos 46 anos. De acordo com a Polícia Civil, Patrícia morreu depois que o ex-marido, Guilherme José de Lira Santos, de 47 anos, bateu o veículo que conduzia contra uma árvore, em novembro no ano passado. Segundo a Central de Inquéritos do Ministério Público, não houve sinais de freio e nenhuma tentativa de desvio do carro, apenas aceleração constante. A colisão teve um impacto de quase 1 tonelada na vítima que estava sem cinto de segurança. O motorista saiu ileso.

Na audiência, será decidido se o processo irá ou não a júri popular. Esta será a primeira escuta das testemunhas que ficarão de frente com o acusado pela primeira vez. Ainda de acordo com o inquérito, a Polícia Civil mudou a qualificação criminal de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) para homicídio doloso duplamente qualificado (por motivo torpe e feminicídio). 

O caso aconteceu no último dia 4 de novembro de 2018 na Rua Fernandes Vieira, na Boa Vista, Centro do Recife. Guilherme provocou a colisão que terminou com a morte de Patrícia Wanderley. Ela estava no banco do passageiro sem o cinto de segurança e acabou presa nas ferragens. No dia 18 de dezembro, o acusado teve um habeas corpus negado. Em documento, o Ministério Público afirma ter havido provas materiais suficientes, além dos testemunhos e escutas telefônicas da vítima, que comprovam a perseguição, excesso de ciúmes, desequilíbrio, controle e ameaças do acusado para com a vítima. 
 
O tio de Patrícia, Marcílio Cursino, demonstra esperança com a audiência. “Eu e os meus parentes estamos muito confiantes, mas é importante que a sociedade esteja engajada. Não só pela minha sobrinha, mas por todas as mulheres”, pontua.  “O retorno positivo da justiça para casos como é uma resposta à sociedade, a cada mulher vítima de relações abusivas, de violências doméstica e familiar e à todas as vítimas de feminicídio”, fortalece Andréa Rodrigues, amiga de Patrícia.
 


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