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Águas Finas

Suspeitos pelo latrocínio de Mário Gouveia moravam de graça em imóvel da vítima, em Chã de Cruz

Publicado em: 29/04/2019 11:46 | Atualizado em: 29/04/2019 12:00

Quatro suspeitos estão presos no Cotel.
Foto: Leandro de Santana/DP. (Quatro suspeitos estão presos no Cotel.
Foto: Leandro de Santana/DP.)
Quatro suspeitos estão presos no Cotel. Foto: Leandro de Santana/DP. (Quatro suspeitos estão presos no Cotel. Foto: Leandro de Santana/DP.)

Os suspeitos de terem envolvimento no assalto à residência do empresário Mário Cavalcanti Gouveia, de 78 anos, morto a tiros no último dia 23, moravam em uma casa que pertence à vítima, localizada em Chã de Cruz, distrito de Paudalho, Zona da Mata Norte. Segundo uma fonte que procurou o Diario, três dos 10 suspeitos de terem cometido o crime, moravam em uma mesma casa sem pagar aluguel. Cerca de dois meses antes do roubo, os homens saíram do imóvel e foram para casas de parentes. 

O empresário teria cinco imóveis alugados em Chã de Cruz. Um deles estava ocupado pelos três suspeitos, que moravam de graça. Esses homens ainda estão foragidos. Até agora, quatro suspeitos de integrarem a associação criminosa foram presos. Desses, dois trabalhavam como segurança de Mário Gouveia. Uma das linhas de investigação é que os assaltantes que mataram o idoso integram uma milícia que realiza o serviço de vigias coagindo comerciantes e moradores a pagarem por seus serviços de ronda.

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Todas as noites de sábado os vigias passavam nas casas e nos estabelecimentos cobrando pela realização da ronda. Segundo a delegada Euricélia Nogueira, que investiga o caso, a motivação principal foi material, já que foi levado um baú e armas do arsenal que Mário Gouveia colecionava. No entanto, ainda não é possível descartar que há uma motivação pessoal no homicídio do empresário.

Dois dos suspeitos já detidos no Cotel, Luciano Josuel de Santana, 38 e Cicero Romão Henrique da Silva Pino, 37, conheciam a vítima e prestavam serviço de segurança nas redondezas, segundo informações do próprio delegado de defesa dos dois, Rodrigo Varejão . Luciano, inclusive, foi até o parque aquático Águas Finas no dia 21 de abril como visitante acompanhado da família. Para a polícia, ele levantou informações que serviriam para o assalto. 

Também estão presos desde o último dia 24 de abril, Leonardo do Nascimento Silva, 24, e Rodrigo Gomes da Silva, 24. Todos foram autuados pelos crimes de homicídio, latrocínio, organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Outros dez ainda precisam ser localizados. Segundo a polícia, o grupo pode ser maior do que os 15 homens que invadiram a mansão, com membros em várias localidades do estado, e com liderança de presidiários.
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