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Natal

Cantatas natalinas em Paulista

North Way Shopping abre as janelas do seu casarão histórico em comemoração ao Natal

Publicado em: 15/12/2018 15:09

 (North Way / Divulgação)
North Way / Divulgação
Durante todo o final de ano é comum encontrar estabelecimentos com decorações natalina. Em centros de compras, existe sempre um cuidado de passar o espírito da data comemorativa com atrações como a casa e a fábrica do Papai Noel.

O North Way Shopping, em Paulista, não fez diferente, e fez ainda mais. O estabelecimento, que possui em seu espaço um casarão histórico, abriu suas janelas e promove ainda cantatas de natal.

O projeto foi criado pelo diretor e produtor de eventos Roberto Costa. "Como gosto muito do universo infantil, tive a ideia de criar o projeto. A ideia é amaciar o coração das pessoas para que elas voltem a ser crianças, lembrando o sentido do Natal", ressaltou.

Ainda de acordo com Roberto, as cantatas de natal são fruto de uma parceria com um colégio da cidade, onde os alunos também participam do espetáculo. "As cantatas surgiram da necessidade de termos mais atividades natalinas nos finais de semana", explicou.

As apresentações acontecem no dia 23 de dezembro com elenco da casa, e até o dia 16 de dezembro com a participação dos alundos da escola Fernando Ferrari.
 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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