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Vida Urbana
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Avenida Rui Barbosa passará por requalificação de calçadas

Material antiderrapante será usado na substituição do atual pavimento existente ao longo da via

Publicado: 20/04/2018 às 08:26

Avenida terá piso de calçadas trocado por um mais seguro. Foto: Thalyta Tavares/Esp DP/

Avenida terá piso de calçadas trocado por um mais seguro. Foto: Thalyta Tavares/Esp DP/

Avenida terá piso de calçadas trocado por um mais seguro. Foto: Thalyta Tavares/Esp DP
Entre a calmaria do Rio Capibaribe e o pulmão verde do Parque da Jaqueira, a Avenida Rui Barbosa é um caminho importante para toda a Zona Norte, mas nem sempre convidativo ao pedestre. Um projeto de requalificação das calçadas  busca tornar a via muito mais atrativa a esse público. As obras fazem parte de uma estratégia maior, que consiste em promover melhorias nos passeios em mais de 100 corredores viários da cidade. 

Até o fim deste semestre, o piso cheio de obstáculos e intransitável em alguns trechos dará lugar a um cenário de mobilidade a pé considerado ideal para os centros urbanos. Iniciada em fevereiro, a obra na Rui Barbosa contempla a pavimentação do passeio com materiais antiderrapantes, pisos podotáteis (alto relevo para auxílio da locomoção de deficientes visuais), instalação de sinalizadores e direcionais. 

Também serão construídas rampas de acessibilidade, num projeto paisagístico desenhado para preservar os passeios históricos. A pavimentação será feita em concreto moldado in loco e bloco intertravado. Atualmente, a requalificação está sendo executada das imediações do Parque da Jaqueira até a altura do Colégio Damas. 

A mudança é considerada fundamental pelo físico Romero Carvalho, 25 anos, morador da região. “Havia trechos com desnível e obstáculos, o que é muito ruim para quem caminha. Também era estreito, dificultava a passagem, mas já estão alargando”, comentava. “Há muitas árvores e postes, então é determinante para a gente que haja o alargamento das calçadas, senão, muita vezes, a gente anda na rua”, disse o técnico em eletrônica Ivanildo Rodrigues, 65. Quando concluída, a obra da Rui Barbosa irá se integrar à recuperação dos passeios públicos da Rua Amélia e da Avenida Rosa e Silva. 

O objetivo, afirma o presidente da Autarquia de Urbanização do Recife (URB), João Alberto Costa Faria, é criar circuitos integrados de mobilidade a pé na cidade. A lógica é priorizar os corredores viários com grande fluxo de deslocamento de pedestres e de usuários do transporte público. “Queremos permitir que haja uma caminhada mais fluida, dar um sentido de segurança e conforto, pois não adianta só fazer uma requalificação que começa e termina em uma rua”, disse. 

As melhorias fazem parte do segundo lote do contrato de R$ 105 milhões, captados pela prefeitura junto ao Ministério das Cidades. Tudo estará concluído até 2020. A contrapartida municipal é de R$ 5 milhões. O investimento nesta etapa é de R$ 11,4 milhões e contempla, ainda, a recuperação dos passeios das ruas do Príncipe, Visconde de Suassuna e Avenida João de Barros, no Centro. 


A obra da Rua do Príncipe, em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), prevê um boulevard de 390 metros e começará em maio. No total serão 11 mil metros quadrados de calçadas requalificadas na área central da cidade. 

SAIBA MAIS 

Avenida Rui Barbosa - 2,3 Km de extensão
12 mil veículos por hora passam na via 

A Calçada deve oferecer:

Acessibilidade: Assegurar a completa mobilidade dos usuários 
Largura adequada: Atender às dimensões mínimas na faixa livre 
Fluidez: Permitir andar a uma velocidade constante 
Segurança: Não oferecer aos pedestres nenhum perigo de queda ou tropeço 
Continuidade: Ter piso liso e antiderrapante, com declividade transversal para escoamento de águas pluviais e sem obstáculos 
Espaço de socialização: Deve oferecer espaços de encontro para a interação social na área pública 
Desenho da paisagem: Propiciar climas agradáveis que contribuam para o conforto visual do usuário 

60% dos deslocamentos pelo Recife são a pé ou de transporte público 
Em 1972 - 19% dos deslocamentos eram a pé 
Em 1997 - 24% dos deslocamentos eram a pé 

Fonte: Crea-BA/Pesquisa de Origem e Destino do Recife 
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