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Crime
Polícia Civil convoca coletiva para esclarecer morte da arquiteta Maria Alice
A entrevista coletiva será as 9h30, na Sede da Operacional da Polícia Civil, na Rua da Aurora
Publicado: 25/03/2018 às 12:15
Jardineiro Renato José da Silva foi encaminhado para o Cotel depois de confessar o latrocínio. Foto: WhatsApp/Divulgação/Jardineiro Renato José da Silva foi encaminhado para o Cotel depois de confessar o latrocínio. Foto: WhatsApp/Divulgação
A Polícia Civil de Pernambuco dará entrevista coletiva, nesta segunda-feira, às 9h30, para detalhar o assassinato da arquiteta e artista plástica Maria Alice Soares dos Anjos, 74 anos, morta em sua casa, no dia 13 de março, em Olinda. O jardineiro Renato José da Silva, 28 anos, confessou o crime, foi preso e encaminhado para Centro de Observação e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. A polícia também prendeu o desempregado Maxiel Lima da Silva, 20 anos, por receptação de objeto furtado. Após o crime, Renato vendeu o celular da vítima para Maxiel. A tese de latrocínio, roubo seguido de morte, foi confirmado pela polícia. O aparelho celular roubado da arquiteta no dia do crime foi rastreado, o que auxiliou nas investigações. Renato foi preso em casa, no sábado (24), enquanto comemorava seu aniversário, no município de Paulista. Durante depoimento, o jardineiro teria revelado que vinha praticando alguns furtos na casa da vítima. Por conta disso, a arquiteta chegou a registrar queixa na delegacia de Olinda e trocou os cadeados na tentativa de impedir novas investidas. Maria Alice, conhecido por “baixinha”, era uma das fundadoras do bloco carnavalesco Eu Acho é Pouco.
Renato trabalhava para Maria Alice, conhecia a rotina da vítima e havia uma relação de confiança entre eles. As investigações revelaram que um dia antes do assassinato, o suspeito pegou o carro da arquiteta, que estava estacionado na rua, e foi até o Cabo de Santo Agostinho dar uma volta. Depois devolveu o veículo sem levantar suspeita. No dia do crime, por volta das 5h30, ele teria tentado entrar na casa da arquiteta, mas como os cadeados foram trocados, ele entrou na residência pulando o muro.
No depoimento, Renato contou que Maria Alice o reconheceu naquele momento e falou com ele dizendo que o jardineiro seria o autor dos furtos. Renato teria pedido então que a vítima fosse até o quintal para conversar. Ao chegar no quintal o jardineiro teria aplicado uma gravata, jogando ela no chão e desferindo uma pedrada em sua cabeça. O corpo da arquiteta só foi encontrado no quintal da casa por amigos na noite de terça-feira.
A delegada responsável pelo caso, Andrea Griz, dará maiores detalhes a respeito do crime nesta segunda-feira. A coletiva será na Sede Operacional da Polícia Civil, na rua da Aurora. Procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, o advogado do jardineiro, Cleyton Eustáquio, informou que não se pronunciaria sobre o fato no momento. Já o advogado de Maxiel, Willian Monteiro, ingressará com pedido de revogação da prisão, sob o argumento de que seu cliente não participou do crime e atuou apenas o receptador.
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