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Carnaval

Prévias carnavalescas no Bairro do Recife atraem foliões

Frevo e maracatu foram trilha sonora para o público na tarde e noite de domingo

Publicado em: 21/01/2018 21:15 | Atualizado em: 21/01/2018 21:21

Foto:Bloco teve la ursa moderna com máquina de débito e crédito. Foto: Rafael Martins/DP

Carnaval não depende exatamente de uma data no calendário, tem mais a ver com um estado de espírito. Faltando ainda algumas semanas para o início oficial da festa, já se vê fantasias pelas ruas e um sem-número de blocos e agremiações sai em prévias e ensaios nos próximos dias, arregimentando grande público. O Bairro do Recife já mostra clima carnavalesco e o domingo foi marcado pela movimentação de foliões, que ocuparam o Marco Zero e outros espaços para acompanhar orquestras de frevo e maracatus.

Um dos que desfilaram neste domingo foi o bloco lírico O Bonde, formado em 1991. O presidente da agremiação, Cid Cavalcanti, também um dos fundadores, garante que os integrantes irão desfilar em todos os fins de semana antes do carnaval e, a cada dia, com uma temática diferente. Nesse domingo, o grupo saiu pela primeira vez acompanhado de uma la ursa, em um pequeno trajeto entre a Rua da Moeda e Marco Zero.

"É o resgate de uma manifestação muito esquecida", diz o carnavalesco sobre a figura tradicional do urso. Originária do carnaval europeu, a brincadeira hoje é mais vista em festas do interior. "Quando eu era criança, corria fantasiado de la ursa e ia de porta em porta pedir dinheiro", lembra Cavalcanti, ressaltando ter "memória afetiva" do personagem.

Atualizado, o urso do bloco não carrega apenas sacolinha para arrecadar doações, mas também maquineta para receber contribuições em débito ou crédito. O próprio presidente diz ser comparado com a la ursa quando se trata de buscar recursos para colocar a agremiação nas ruas. "Sempre estamos nos incrementando", afirma, acrescentando que o bloco é uma associação de amigos do meio das artes cênicas e, por isso mesmo, investe na teatralidade das performances e requinte nas fantasias e adereços.

Enquanto em algumas ruas foram tomadas pelo frevo, em outras áreas a predominância era do batuque das alfaias e a marcação dos agbês e gonguês. Dos grupos de maracatu de baque virado presentes no Bairro do Recife na tarde do domingo, Ògún Onilê atraiu maior público, em apresentação no boulevard da Avenida Rio Branco. Bem ensaiado e enérgico, o cortejo mostrou performance competente e empolgante.
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