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Família Quando ser mãe é superar barreiras Alexya Salvador venceu preconceitos e adotou uma criança trans, assim como ela, num caso inédito em Pernambuco. Neste domingo, Diario conta história de mulheres que desafiaram padrões para realizarem o sonho da maternidade. Em entrevista, especialista fala sobre obstáculos na sociedade

Publicado em: 12/05/2017 22:34 Atualizado em: 14/05/2017 12:00

Mãe de três, Alexya sonha em aumentar sua família. Foto: Peu Ricardo/Esp.DP
Mãe de três, Alexya sonha em aumentar sua família. Foto: Peu Ricardo/Esp.DP
Neste fim de semana do Dia das Mães, o Diario conta histórias de mulheres que superaram dificuldades para realizarem o sonho de uma maternidade plena na era em que a família vai muito além do conceito “tradicional”. Uma dessas mulheres é a trans Alexya Salvador. Ela venceu preconceitos duplamente, adotando uma criança também trans, num caso inédito em Pernambuco.

Unida, família superou barreiras
Quando criança, a professora, pastora e costureira Alexya Salvador, 36, sonhava em ser mãe. O desejo era muito comum para meninas da mesma idade. Para ela, no entanto, a vontade parecia impossível de ser realizada. Enquanto as outras que compartilhavam o sonho podiam crescer e parir os próprios filhos, Alexya vivia aprisionada em um corpo com o qual ela não se identificava. Quando cresceu, descobriu que os herdeiros não precisavam chegar à família por meio biológico e que mulheres trans, como ela, podiam, sim, ser mães.

Mãe de Gabriel Lucas, 11, e de Ana Maria, 10, ela sonha agora em aumentar a família. Quer pelo menos mais um filho ou filha. Com o marido, o professor Roberto Salvador, Alexya foi a primeira (e única até o momento) mulher trans a adotar uma criança trans em Pernambuco. Ana Maria, sua caçula, nasceu menino, mas sempre se identificou como garota.

“Ser mãe é a realização de um sonho de infância. De um sonho que, até então, era uma utopia, algo impossível de se concretizar na vida de uma mulher trans”, afirma Alexya, que vive com a pernambucana Ana Maria, o marido e Gabriel na cidade de Mairiporã, em São Paulo. “Ser mãe, para mim, é ser um pedacinho de Deus na terra. É poder dar amor, um lar e uma família aos meus filhos. Adotá-los foi dar a duas crianças a possibilidade de elas voltarem a ter uma casa”, completa.

Na pequena Mairiporã, a família vive um dia a dia semelhante ao de todas as outras do município com 94 mil habitantes a 39 km da capital paulista. Pela manhã, as crianças são deixadas na escola pelo pai. Enquanto isso, Alexya dá aula em uma das escolas onde ensina. À tarde, Gabriel e Ana Maria voltam com o pai para casa e almoçam juntos. Nesse horário, a mãe está se deslocando para o segundo emprego. O pai segue para a escola onde trabalha, e os filhos ficam com uma babá. O reencontro de todos acontece à noite, quando jantam juntos, fazem a tarefa escolar e conversam sobre o dia. Dormem cedo. Afinal, na manhã seguinte, a rotina começa cedo. 

A família ainda frequenta a Igreja da Comunidade Metropolitana, conhecida nacionalmente por incluir pessoas trans. Além de receber apoio dos membros da igreja, Alexya conta com a ajuda dos pais na criação dos filhos. “Eles são superavós e me ajudam muito com eles”, conta. Fora do círculo social mais próximo, a família encontra preconceito, mas as barreiras são enfrentadas com otimismo. “As pessoas ainda veem com desconfiança, mas, a cada dia que passa, mostro a elas que minha maternidade não é diferente de nenhuma outra. Minha família transafetiva existe e outras vão existir”, diz.

Uma casa onde sobra amor e tolerância
Depois de quase quatro anos vivendo em um abrigo, as irmãs Thalia e Thainá, com 6 e 8 anos, respectivamente, chegaram ansiosas à casa onde iam passar a viver. Foram recebidas com festa. Encontraram cartazes de boas-vindas e se sentiram acolhidas. O sonho de estarem em uma família finalmente estava sendo realizado. Diferentemente de muitas crianças, Thalia e Thainá não são criadas por um pai e uma mãe. Elas têm duas mães. Mainha Taciana e mainha Paula são as formas como chamam as mulheres que as adotaram, a gestora de recursos humanos Taciana Estevam, 39, e a educadora física Paula Brasil, 40.

As meninas foram também recebidas pelo irmão, o estudante Eduardo Brasil, 17, filho do primeiro casamento de Paula. “Elas vieram para a nossa casa em um sábado (de fevereiro de 2014). Na segunda-feira, já estavam indo para a escola e se integrando à rotina da família”, lembra Taciana.
A receptividade do irmão surpreendeu Paula e Taciana. “Assim que as meninas chegaram, ele foi logo mostrando o quarto delas, ligando o tablet. Sentando com elas e mostrando imagens no aparelho. Ficamos só observando, emocionadas”, recorda Paula. Thalia e Thainá têm hoje 9 e 11 anos, respectivamente.

Taciana e Paula vivem no Recife e precisavam viajar mais de 400 km para visitarem as meninas em Serra Talhada, onde elas moravam antes da adoção ser oficializada. “Nossa ideia era adotar uma criança de até seis anos. Porém, quando surgiu uma menina com o perfil que constava em nosso Cadastro Nacional, nos informaram que ela tinha uma irmã mais velha (Thalia tinha 8 anos). Mudamos nosso cadastro e decidimos adotar as duas”, conta Taciana.

Apesar das barreiras encontradas no início da trajetória, há três anos, Taciana, Paula, Dudu, Thalia e Thainá aproveitam momentos de descobertas, medos e alegrias. A rotina da casa é como a de muitas outras famílias. As meninas vão para a escola, fazem o dever de casa. Eduardo, prestes a fazer vestibular, se dedica aos livros para passar em medicina.
As mães conciliam as rotinas de trabalho com a casa e comemoram a chegada de mais um dia das mães com a família completa.

Mil injeções valem a pena por um sonho
Os sacrifícios que a administradora Renata Santana, 36 anos, fez para ser mãe não podem ser contados nos dedos. Estão mensurados em uma sacola branca, abarrotada de injeções. São mais de cem, apenas da última gravidez. Renata tem trombofilia, tendência a desenvolver trombose e, em consequência, abortar. Para trazer ao mundo um filho, precisa aplicar todos os dias, durante os nove meses de gestação, uma injeção em seu corpo.

Depois do parto também. Foram mais de mil, em sete gestações, quatro abortos e oito dias de UTI. Luiza, 11 anos; Matheus, 4; e Larissa, 3 meses, são os símbolos da determinação da mãe.
Renata engravidou pela primeira vez sem planejar. Catorze dias depois, passou pelo primeiro aborto. “Eu já sabia da trombofilia. Depois disso, explodiu em mim o desejo de ser mãe. Em seis meses, estava grávida de novo”, lembra. Era Luiza, gestação permeada pelas injeções de uma substância que entra queimando no corpo. Seis dias depois do parto, Renata teve um pico de pressão alta de 24 por 13 e chegou a perder parte da audição do ouvido esquerdo. A família, receosa, não queria um segundo filho.

Três anos depois, engravidou novamente. Catorze dias depois, perdeu. Perseverante, tentou mais uma vez. Vieram mais dois abortos. Como precisava tomar as injeções durante os ciclos de fertilidade, iniciou sem contar aos familiares uma saga: durante um ano aplicou as doses. Quando as esperanças estavam prestes a sumir, Matheus vingou.

Renata e o marido reformaram o apartamento, diminuíram a quantidade de quartos e tinham dado por encerrada essa fase. Foram surpreendidos por Larissa. “Minha cabeça já tinha fechado um ciclo. Chorei, deu aquele pânico”, conta. A caçula nasceu em fevereiro deste ano. Seis dias depois, a administradora teve um AVC hemorrágico. Foram oito dias na UTI e dois na unidade semi-intensiva. A visão do olho esquerdo chegou a turvar. O choro vinha todos os dias.

Durante o tempo ser ver os filhos, só pensava neles. “Acho que nasci para ser mãe. Não é todo mundo que tem disposição para enfrentar isso”, diz, emocionada. A administradora ressignificou a vida e reduziu a carga horária de trabalho. Só trabalha meio expediente, pois quer tempo para dedicar aos filhos e aproveitar cada fase. Renata segue tomando as injeções por mais um mês. Está somando as seringas na sacola, quer lembrar no futuro o quanto valeu a pena.

Quando cada minuto é precioso
Um dia por semana é o tempo máximo que Joyciane Silva, 29 anos, tem para desfrutar da companhia das duas filhas mais velhas. A mais nova só pode conviver com ela diariamente por seis meses, dos quais três já se passaram. Reeducanda da Colônia Penal Feminina do Recife, onde já cumpriu dois dos seis anos de pena, Joyciane tenta separar o passado do futuro. Quer romper as grades físicas e as barreiras psicológicas entre a realidade e a maternidade. Sonha em reunir todas as filhas, hoje vivendo com parentes e amigos. Ser mãe, para ela, é a chance de reescrever uma nova história.

Reclusa há dois anos, tem uma filha de quatro anos e outra de dois. A primeira visita a mãe a cada 15 dias. A segunda não aparece faz quatro meses, por decisão da família. Muito apegada à mãe, grita, chora e chega a ter febre quando volta para casa. A mais velha mora com a avó do pai, a outra com uma amiga de Joyciane. “Na minha primeira gravidez foi tudo como sonhado. A minha filha tinha tudo o que era desejado. Na última, fui para o hospital custodiada”, lembra.

O bebê saiu da maternidade com a mãe direto para o berçário da colônia. Seis meses, prazo mínimo dado pela Organização Mundial de Saúde para o aleitamento materno, é o tempo máximo que a criança pode permanecer convivendo com a genitora atrás das grades. O relatório Infopen Mulheres, de 2014, mostra que no Brasil 34% dos estabelecimentos femininos têm celas adequadas a gestantes e 32% deles têm berçário. Joyciane aproveita a convivência enquanto pode. Amamenta, preocupa-se com as fraldas e com as roupinhas da filha. “Não gosto de pensar. É a pior parte. É difícil se separar dos filhos e eu já vivo separada de duas”, lamenta.

A reeducanda leva consigo o nome das filhas tatuados no braço esquerdo e nas costas. No ombro direito, o nome da mãe. “Se eu tivesse seguido os conselhos dela, não estaria aqui.” Joyciane tem o sonho de recomeçar e fazer diferente. Quer ser para as filhas o que a mãe foi para ela. Sempre presente, até nos momentos de privação de liberdade.

ENTREVISTA >>
A psicóloga clínica, cientista social e pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Sexualidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fernanda Carrion, fala com o
Diario sobre as barreiras enfrentadas pelas mães trans e as formas com as quais a sociedade pode reduzir esses obstáculos.

Quais são as principais barreiras enfrentadas por mães, sejam elas trans ou cis (pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento)?
Acredito que a maternidade é um desafio para todas as mulheres, independentemente de sua identidade de gênero. Porém, as mães transgêneras irão enfrentar algumas barreiras sociais diferentes das que as mulheres cisgêneras encaram. O fato de não poder gestar, para algumas mulheres (tanto cis quanto trans), é dolorido e um assunto delicado. O processo da gestação, por muitos anos, foi associado na nossa cultura e na ciência como sendo a primeira e uma das mais fundamentais etapas da maternidade, bem como os primeiros meses de vida do bebê. Entretanto, muito se avançou em debates científicos e, hoje, pode-se afirmar com segurança que a maternidade se inicia no momento em que mãe e bebê/criança/adolescente se vinculam.

Se essa vinculação com a criança ocorrer mais tarde, não necessariamente irá acarretar em prejuízos para a criança. Pelo contrário, já sabemos que o importante é a qualidade do vínculo e da relação da mãe com a criança. E isso qualquer mulher pode estabelecer. Pode-se dizer ainda que outro aspecto complicado com os quais as mães trans se deparam é o preconceito. Muitas vêm de pessoas que desconhecem a condição das transgêneras e acabam por reproduzir preconceitos que dificultam a aceitação dessa mãe. Ocorre também de pessoas cisgêneras que conhecem a identidade de gênero trans e não respeitam esses sujeitos enquanto cidadãos de direitos, sendo preconceituosos e, até mesmo, cometendo crimes contra essas pessoas. O Brasil é o país que mais mata pessoas transgêneras no mundo. Sublinho ainda o fato de que, entre as pessoas trans, as que mais morrem são as mulheres. Todo esse ódio e esses crimes também afetam a maternidade para essas mulheres. Muitas vezes, elas sentem medo de saírem na rua com suas crianças, justamente por viverem em um país tão violento e por não respeitarem a sua identidade de gênero.

O fato de essas mulheres esperarem mais tempo do que as mulheres cisgêneras na fila para a adoção também pode ser apontado como uma barreira para a maternidade. Muitas vezes, o Poder Judiciário e a equipe que trabalha em abrigos não consideram essas mulheres aptas para serem mães, seja por preconceito ou desconhecimento total de sua identidade de gênero. Outro fenômeno importante que dificulta a vida dessas mulheres é o fato de a identidade de gênero ser apresentada por algumas áreas da psicologia e psiquiatria como uma doença mental. A transgeneridade é uma condição que ocorre, assim como a cisgeneiridade. Desse modo, nós, pessoas cis, temos a obrigação de tratar as pessoas trans com dignidade, como sujeitos de direitos.

Houve algum avanço na aceitação e formação dessas famílias?
Certamente sim. O fato de as mídias veicularem informações acerca de pessoas transgêneras e sobre suas famílias é um grande reflexo positivo dessa maior aceitação, por exemplo. Esse debate não está mais circunscrito a pequenos grupos de pessoas militantes ou aliadas da militância trans. As pessoas transgêneras têm lutado muito por uma visibilidade que não as patologize, não as discrinine, e têm conseguido. A instituição família passou por diversas mudanças em seus arranjos. Atualmente, podemos ver as mais variadas combinações família. Hoje, a adoção de crianças e adolescentes por famílias LGBTs é aceita e incentivada por diversas ONGs e algumas instituições judiciais. Isso é reflexo de muita luta da comunidade LGBT e ilustra o avanço e aceitação dessas famílias. Outro fato que demonstra essas questões é que as escolas se divulgam como instituições inclusivas, que fomentam debates e atividades para inserir com qualidade e cuidado essas famílias em sua comunidade.

De que maneira a educação para a diversidade pode romper os preconceitos
quanto ao conceito de família?
Algumas áreas da psicologia têm muito a contribuir nesse debate, uma vez que têm se dedicado a pesquisar sobre a questão. Hoje, sabemos que os vínculos familiares e, principalmente, a qualidade desses vínculos, são muito mais importantes do que o formato ou o arranjo dessas famílias. Espraiar essa informação para a comunidade é um passo importante para que essas famílias sejam aceitas. A educação para a diversidade tem a grande potencialidade de construir e disseminar conhecimentos importantes para a quebra de preconceitos, correção de informações equivocadas e apresentação da temática das diversidades familiares de forma séria e embasada em estudos confiáveis.

O fato de a educação para a diversidade apresentar as famílias compostas por pessoas LGBTs ou arranjos familiares não-monogâmicos, por exemplo, é uma forma de apresentar possibilidades de escolhas de vidas menos enrijecidas, mais confortáveis e próximas dos desejos das pessoas. O fato de se considerar, por exemplo, uma mulher transexual uma mãe e garantir que essa criança seja aceita nas comunidades que circula, como escola, bairro, família ampliada e etc, bem como a sua mãe, é algo fundamental para a saúde mental tanto por parte de quem aceita essas famílias, por diminuir rigidez, aumentar a empatia e ampliar vivências, quanto para essas famílias, que tem seu direito de ir e vir garantidos, senso de pertencimento e segurança.

Na prática, a maternidade é diferente para as mulheres, de acordo com suas
Histórias e particularidades, ou ser mãe é igual para todas?
A maternidade é uma experiência completamente diferente para cada uma das mães. E isso não somente quando comparamos os casos da maternidade de uma mulher trans com o de uma cisgênera. A maternidade é um processo rico e será vivenciado de maneira particular por cada uma das mães. Além da experiência subjetiva de maternidade que cada uma das mulheres experimenta, esse acontecimento é atravessado por fatores culturais, sociais, econômicos e geográficos, que irão impactar diretamente na percepção e racionalização que cada mulher faz de suas experiências enquanto mãe. A história pessoal de cada mulher, a sua trajetória de vida, irá influenciar o modo como se pensa e avalia as suas experiências enquanto mãe. Os comportamentos que as mulheres apresentam durante a maternidade são fruto de um complexo emaranhado de fatores, tais como sua trajetória de vida, experiências pessoais, a relação com seus próprios familiares e  com os elementos do meio social.

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