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Inventário Floresta Levantamento vai revelar condições das florestas em Pernambuco Equipes visitarão 249 pontos para coletar dados sobre os biomas de todo o estado

Publicado em: 06/03/2017 14:40 Atualizado em: 07/03/2017 07:59

Pernambuco vai ganhar um novo Inventário Florestal Nacional (IFN-PE). O levantamento começa a ser realizado a partir de março, coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, com apoio do governo estadual, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que propôs a ideia de realização de uma atualização do levantamento do estado ao SFB.

A pesquisa fará uma radiografia da Biomassa florestal e do estoque de carbono em Pernambuco. Servirá de base para discussões de políticas de manejo e conservação das florestas, para a conservação da biodiversidade e para o levantamento das espécies arbóreas existentes no Estado, afirma o Gerente do Programa Mata Atlântica e Biodiversidade da Semas, Josemario Lucena.

Equipes irão a campo medir as árvores, coletar amostras do solo e de material botânico, entre outros aspectos. O objetivo é conhecer não só a quantidade dos recursos florestais como também o estado de conservação delas e a biodiversidade como um todo. Além disso, serão realizadas entrevistas com moradores que vivem no entorno das áreas pesquisadas para conhecer como as comunidades se relacionam com a floresta e que usos fazem dos recursos, como por exemplo, a dependência deles com os recursos florestais, a utilização para alimentar gado ou utilização de lenha para cozinhar. Esse levantamento com a comunidade é uma das novidades da metodologia do Inventário Florestal Nacional do SFB.

No Nordeste, os inventários dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe e Alagoas já foram concluídos e o da Bahia está em implementação. Santa Catarina foi o primeiro estado do país a ter seu inventário concluído. Em Pernambuco, o último levantamento foi realizado nos anos 80. O novo Inventário será feito em 249 pontos distribuídos em mais de 115 municípios. Serão três equipes, num total de 15 profissionais, entre engenheiros florestais, biólogos e técnicos agropecuários.

A Caatinga é o bioma predominante no estado onde também há ocorrência de Mata Atlântica. O IFN-PE será dividido em duas etapas: a primeira que começa em março; e a segunda que será realizada dentro das 82 Unidades de Conservação de Pernambuco, onde serão utilizados recursos da compensação ambiental, um instrumento de proteção previsto na Lei Federal 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, e na Lei Estadual 13.787/2009, que institui o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, e que representa um mecanismo financeiro de responsabilização pelo significativo impacto ambiental causado ao meio ambiente por determinados empreendimentos, identificados no Estudo de Impacto Ambiental e respectivo relatório (EIA/RIMA). No âmbito estadual, cabe a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) definir as Unidades de Conservação a serem beneficiadas, podendo, inclusive, ser contemplada a criação de novas UCs. Essa segunda etapa ainda está em fase final de liberação de recursos.

 

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