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Delegada Gleide Ângelo vai assumir investigação do Caso Beatriz

Anúncio foi feito esta manhã pelo chefe de Polícia Civil de Pernambuco, delegado Antônio Barros

Publicado: 09/12/2016 às 11:15

A delegada Gleide Ângelo foi designada para assumir as investigações sobre o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota. O anúncio foi feito esta manhã pelo chefe de Polícia Civil de Pernambuco, delegado Antônio Barros, durante entrevista coletiva concedida no Recife. Amanhã o crime completa um ano, ainda sem solução.

Não é de hoje que Gleide Ângelo é acionada para solucionar casos difíceis em Pernambuco. Em fevereiro de 2010, o assassinato de uma turista alemã em pleno carnaval intrigou a polícia. A jovem Jennifer Marion Nadja Kloker, 22, foi encontrada morta às margens da BR-408, em São Lourenço da Mata, num crime envolto em mistério e mentiras. Em um trabalho conjunto, os delegados Alfredo Jorge e Gleide Ângelo descobriram que Jennifer foi morta a mando da família e prenderam todos os envolvidos no crime.

Ainda em 2010, outro crime de repercussão foi solucionado por Gleide. A administradora Narda Alencar Biondi, 33, foi dada como desaparecida em 29 de março. Familiares e amigos conviveram com a angústia da incerteza do paradeiro até 4 de agosto de 2010, quando, após investigação trabalhosa, a delegada descobriu que Narda havia sido morta por uma amiga e o corpo estava enterrado no quintal de uma casa em Pau Amarelo, em Paulista, onde vítima e assassina moravam. Quatro anos após o crime, a acusada foi condenada a 19 anos e seis meses.

Em junho do ano passado, Gleide foi designada para solucionar mais um caso que gerou revolta e comoção em todo o estado. A estudante Maria Alice de Arruda Seabra, 19, foi raptada, estuprada e morta pelo padrasto que queria manter um relacionamento amoroso com a jovem. A delegada conseguiu fazer com que ele se entregasse e mostrasse o local onde havia enterrado o corpo da enteada, num canavial no município de Itapissuma. Também esclareceu o desaparecimento da estudante Vaniela Oliveira, em maio de 2015.

Está em suas mãos ainda o inquérito que apura a morte do comerciante Paulo César Morato, encontrado morto em um motel em Olinda, em 22 de junho. Morato era um dos alvos da Operação Turbulência da Polícia Federal e foi apontado como testa de ferro de esquema que desviou R$ 600 milhões de recursos públicos para campanhas políticas do estado e do Nordeste, ligadas ao ex-governador Eduardo Campos. A investigação não foi concluída, mas a delegada garantiu que falta pouco para explicar o que aconteceu. Embora não esteja mais lotada no DHPP, Gleide continua acumulando no currículo soluções de casos considerados complicados.

Crime - Aos sete anos de idade, Beatriz foi morta na noite de 10 de dezembro de 2015. Na ocasião, ela acompanhava os pais na formatura da irmã. O evento realizado no ginásio de esportes do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no centro de Petrolina, Sertão de Pernambuco, onde as duas irmãs estudavam e onde o pai trabalhava como professor, contava com a participação de aproximadamente 2.500 pessoas, entre pais de alunos, formandos, funcionários e convidados. Durante a solenidade, por volta das 22h, Beatriz se afastou da mãe para ir ao bebedouro, na parte inferior da arquibancada e não foi mais vista com vida. O corpo da menina foi encontrado no depósito de material esportivo desativado, com 42 perfurações feitas por uma faca do tipo peixeira, deixada junto ao cadáver.

Federalização - Ontem, os pais de Beatriz estiveram em Brasília e pediram pessoalmente ao Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a federalização do caso, para que a Polícia Federal possa ficar à frente das investigações.

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