Coletiva Assassinato de Beatriz completa um ano sem solução. Polícia fala sobre o caso Aos sete anos, menina foi morta com 42 facadas, dentro de colégio em Petrolina. Pais pedem federalização das investigações

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 09/12/2016 07:44 Atualizado em: 09/12/2016 09:02

Aos sete anos, Beatriz foi morta com 42 facadas, dentro de colégio em Petrolina. Foto: Reprodução/ Facebook
Aos sete anos, Beatriz foi morta com 42 facadas, dentro de colégio em Petrolina. Foto: Reprodução/ Facebook
O Chefe de Polícia Civil de Pernambuco, delegado Antônio Barros, fala nesta sexta-feira sobre as investigações sobre o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota. Amanhã o crime completa um ano, ainda sem solução. A entrevista coletiva acontece esta manhã, no Gabinete do Chefe de Polícia Civil, Rua da Aurora, no Recife.

Aos sete anos de idade, Beatriz foi morta na noite de 10 de dezembro de 2015. Na ocasião, ela acompanhava os pais na formatura da irmã. O evento realizado no ginásio de esportes do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no centro de Petrolina, Sertão de Pernambuco, onde as duas irmãs estudavam e onde o pai trabalhava como professor, contava com a participação de aproximadamente 2.500 pessoas, entre pais de alunos, formandos, funcionários e convidados.

Durante a solenidade, por volta das 22h, Beatriz se afastou da mãe para ir ao bebedouro, na parte inferior da arquibancada e não foi mais vista com vida. O corpo da menina foi encontrado no depósito de material esportivo desativado, com 42 perfurações feitas por uma faca do tipo peixeira, deixada junto ao cadáver.

Federalização - Ontem, os pais de Beatriz estiveram em Brasília e pediram pessoalmente ao Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a federalização do caso, para que a Polícia Federal possa ficar à frente das investigações.

No entanto, de acordo com a assessoria de comunicação da PF em Pernambuco, para que os federais assumam uma investigação de competência de âmbito estadual, é necessário, após recebimento do pedido pelo Ministro da Justiça, um ritual burocrático que começa com o envio do pedido para a Procuradoria-Geral da República que, após análise do caso, solicita ao Superior Tribunal de Justiça, caso ache pertinente, a federalização das investigações. Se houver parecer favorável do STJ, o caso é transferido da esfera estadual para federal. Em seguida, o Ministro da Justiça informa ao Diretor-Geral da Polícia Federal em Brasília sobre a decisão, que faz o comunicado oficial à Policia Federal em Pernambuco.

Sendo assim, após todas as determinações chegarem ao conhecimento as autoridades estaduais, a Polícia Civil repassa todo o inquérito para a Polícia Federal para que seja dada continuidade as investigações. Nesse caso, poderá ser nomeada uma equipe de policiais federais que podem ser de Pernambuco ou de outro estado com perfil nesse tipo de investigação para se dedicar exclusivamente ao caso.

A Polícia Federal em Pernambuco já esteve à frente de dois casos de federalização em Pernambuco: “Caso Serrambi” e “Manoel Matos”. Caso “Caso Beatriz” for federalizado, será o terceiro. Essa já é a segunda tentativa que a família da menina apela para que o caso seja federalizado. No dia 19 de fevereiro, aproveitando a passagem da então presidente da República, Dilma Rousseff em Petrolina, os familiares também tentaram sensibilizá-la sobre o caso.
 



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