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Na Argentina desde sábado, mãe de Carlinhos ainda não teve contato com o filho

Polícia Federal, embaixada e consulado brasileiro estão mobilizados para que mãe e filho possam voltar ao Brasil, caso seja revertida decisão judicial

Publicado: 19/09/2016 às 09:58

Fisioterapeuta Cláudia Boudoux concedeu entrevista na sede da PF antes de deixar o Brasil. Foto: Nathália Fonseca/ DP/

Fisioterapeuta Cláudia Boudoux concedeu entrevista na sede da PF antes de deixar o Brasil. Foto: Nathália Fonseca/ DP/

Fisioterapeuta Cláudia Boudoux concedeu entrevista na sede da PF antes de deixar o Brasil. Foto: Nathália Fonseca/ DP Na Argentina desde a madrugada do sábado passado, a fisioterapeuta Cláudia Boudoux, de 39 anos, ainda não teve qualquer tipo de contato com o filho Carlos Attias, de oito anos, levado pelo pai para aquele país desde dezembro do ano passado. A mãe deixou o Recife na tarde da sexta-feira passada para dar cumprimento à repatriação da criança, apreendida pela Interpol, que chegou a prender o pai do menino, o empresário argentino Carlos Attias.

Ainda durante a viagem, Cláudia soube que o empresário havia sido solto e estava em poder da criança. Em vídeo desesperado publicado nas redes sociais, a fisioterapeuta pediu ajuda das autoridades. Carlinhos, como é  chamado, foi passar o Natal com o pai mas não foi devolvido à mãe no  dia 31 de dezembro, como combinado, e vinha sendo procurado pela polícia há cerca de sete meses. Ele e o pai foram localizados na quarta-feira passada, em Buenos Aires. O homem foi preso e a criança foi levada para uma casa de acolhimento na capital argentina.

O pai do menino estava em prisão provisória na Argentina e sua vinda para o Brasil dependia, também, do judiciário argentino. Há um pedido de extradição para que Carlos Attias cumpra sua pena no Brasil. O empresário deve responder pelo crime de sequestro internacional, com pena que varia de 6 a 8 anos de reclusão.

Em nota, a Polícia Federal disse que está mobilizada para, caso haja a necessidade de procedimentos policiais e judiciais, encaminhar tais medidas e decisões à Argentina o mais rápido possível. O documento frisa que Claudia Bordoux está tendo todo o apoio da PF, da embaixada e do consulado brasileiro na Argentina para que, sendo essa decisão revertida, mãe e filho possam retornar para o Brasil no mais curto espaço de tempo possível.

"É importante salientar que em questão de justiça a Argentina como qualquer outro país é soberana em suas decisões, mesmo tendo uma decisão da justiça brasileira contrária. Também frisamos que todos os esforços e tudo o que estava ao alcance das polícias federal e civil bem como o empenho das justiças estadual e federal foram empregados de forma constante e abnegada com vistas a localizar e trazer o menino Carlinhos de volta para o Brasil! Apesar de não ser mais possível nenhuma providência na esfera policial em virtude de todas as difusões (amarela e vermelha) da Interpol terem sido cumpridas, ou seja, o menor localizado e o pai preso", acrescenta a nota.

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