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Vida Urbana
Descaso

Parque 13 de Maio está entregue ao abandono

Animais que vivem no minizoológico estão em espaços apertados e há lixo nos lagos do local

Publicado: 02/07/2016 às 10:16

O Parque 13 de Maio é a maior área verde da zona central do Recife, com 6,9 hectares. Foto: Malu Cavalcanti/ESP. DP/

O Parque 13 de Maio é a maior área verde da zona central do Recife, com 6,9 hectares. Foto: Malu Cavalcanti/ESP. DP/

O Parque 13 de Maio é a maior área verde da zona central do Recife, com 6,9 hectares. Foto: Malu Cavalcanti/ESP. DP
O descaso com os animais e a falta de manutenção do Parque 13 de Maio chamam a atenção dos visitantes que passam pelo local. Nas 12 jaulas do minizoológico do parque, a situação dos animais é preocupante. As gaiolas, que deveriam ser ampliadas desde 2014 por determinação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ainda permanecem com pouco espaço, e segundo a Prefeitura do Recife, a situação só vai ser regularizada no mês de outubro. Além disso, é fácil encontrar brinquedos quebrados e enferrujados, muito lixo nos lagos e pelo menos seis pontos com árvores cortadas no chão. 

O Parque 13 de Maio é a maior área verde da zona central do Recife, com 6,9 hectares, abriga um minizoológico com 12 espécies de animais, incluindo araras, macacos-prego, patos e iguanas, um parque infantil, fontes luminosas e esculturas. O parque data de 1939 e as exposições de animais iniciaram na década de 1970, entretanto, a situação atual não é agradável aos visitantes. O Diario visitou o parque e constatamos várias irregularidades.

Em 2014, o MPPE determinou que as gaiolas dos animais fossem ampliadas para garantir a permanência dos bichos no parque, entretanto, nada foi feito. As gaiolas não oferecem espaço suficiente para os animais, que permanecem apertados. Também é possível encontrar muito mato no entorno das gaiolas, assim como em outras áreas do parque. Além disso, a falta de identificação nas gaiolas do minizoológico confunde os visitantes. A jaula onde encontram-se araras está sinalizada como se houvesse um pavão dentro, enquanto a gaiola do pavão informa que o animal é uma seriema. Já a gaiola da seriema está sem nenhuma identificação, assim como algumas gaiolas de macacos. 
Araras dividem uma das 12 jaulas do minizológico do parque. Foto: Malu Cavalcanti/ESP. DP
As amigas Andrea, Paloma e Bárbara costumam frequentar o parque após as aulas, mas acreditam que o local não é ideal para a exposição de animais em cativeiro. “Eu não acho que deveria haver animais aqui. O espaço não é apropriado e nem a limpeza é bem feita”, afirma a estudante Andrea Mendes, 17 anos. “O lago das tartarugas é completamente sujo, muito lixo, chega a ser nojento”, completa Paloma Farias, 21. 

Nas outras dependências do parque, brinquedos quebrados e enferrujados são comuns. Em uma das áreas infantis, uma árvore caída encontra-se em meio aos brinquedos desde o vendaval do dia 29 de janeiro, que causou transtornos em toda a cidade. Outra reclamação comum entre os visitantes refere-se à grande quantidade de lixo do parque. “As pessoas fazem suas refeições e jogam o lixo no chão e nos lagos. Fica imundo, principalmente nos domingos”, afirma o enfermeiro Edilson Lira, 43 anos.

Reformas até o mês de outubro
A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), responsável pela manutenção do parque, afirma que todas as obras referentes à ampliação das jaulas e manutenção dos brinquedos serão realizadas até o mês de outubro. Para isso, será necessário isolar algumas áreas e revitalizá-las através de mutirões. Também serão instaladas novas placas no minizoológico com as identificações corretas de cada animal, e o parque receberá uma nova iluminação.

“Desde 2014 estamos lutando para que isso aconteça, mas precisávamos de uma verba específica. Antes do Dia das Crianças concluiremos uma revisão e manutenção geral em todos os 11 parques que somos responsáveis, incluindo o 13 de Maio”, afirma Fernando Vivar, gerente geral de Parques da Emlurb. Ainda segundo a Emlurb, a limpeza do parque é realizada diariamente pela equipe, incluindo os lagos. Esses têm a renovação das águas realizadas a cada seis meses. Já a retirada das árvores será realizada em uma semana.
 

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