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Quinta-feira

Governo assina outorga de projetos de pesquisa sobre o vírus zika

Cada um dos três projetos selecionados terá prazo de execução de 18 meses

Publicado: 10/05/2016 às 09:05

O governador Paulo Câmara assinará, na quinta-feira, os termos de outorga dos projetos para apoio emergencial ao estudo do vírus zika, aprovados pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). O evento será realizado no Palácio do Campo das Princesas, às 11h.

O edital emergencial da Facepe para estudos sobre o zika vírus recebeu 53 propostas de trabalhos. Cada um dos três projetos selecionados - nas áreas de análise da competência vetorial; estudos epidemiológicos; diagnóstico e validação; e plataformas inteligentes para monitoramento e integração das informações - terá prazo de execução de 18 meses.

De acordo com a Facepe, o edital tem como objetivo “evidenciar melhor as causas de contaminação e transmissão, bem como propor medidas que visem o monitoramento, prevenção e minimização dos efeitos dada a necessidade emergencial”. O valor foi aumentado de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões.

De acordo com a Facepe, o edital tem como objetivo “evidenciar melhor as causas de contaminação e transmissão, bem como propor medidas que visem o monitoramento, prevenção e minimização dos efeitos dada a necessidade emergencial”. No dia 1º de março, o órgão lançou uma versão atualizada do edital. O valor anterior era de R$ 1 milhão e foi aumentado, no documento que recebeu as 53 propostas, para R$ 3 milhõesEscassez
Pesquisas científicas sobre o zika vírus são escassas em Pernambuco e no país. Mesmo depois da explosão de casos na América Latina, a quantidade de artigos científicos sobre o vírus disponíveis no portal Pubmed (base de dados que reúne estudos médicos mundiais) é 30 vezes menor do que os disponíveis sobre a dengue. São 460 publicações sobre o zika contra 15.281 sobre dengue.

A própria estrutura do zika era desconhecida pelos cientistas até o último dia 31. O mapeamento da superfície do vírus, feito por pesquisadores da Universidade de Purdue (Estados Unidos), revelou que a estrutura do zika é muito parecida com a do vírus da dengue. A proximidade entre os vírus da dengue e o zika permite utilizar os conhecimentos científicos de um para ajudar na análise do outro. Há, porém, uma diferença fundamental: o zika tem, em toda a parte externa, uma glicoproteína que pode ser usada para se ligar às células humanas. Segundo os cientistas, isso explicaria a capacidade de o vírus atacar células nervosas.

Seleção de projetos

    R$ 3 milhões serão destinados ao financiamento de pesquisas
    53 propostas de projetos foram apresentadas
    3 projetos serão aprovados
    18 meses será o tempo de execução dos projetos aprovados
    4 temas foram contemplados na apresentação dos projetos:
    15 foram apresentados no eixo competência vetorial
    11 em estudos epidemiológicos
    19 em diagnóstico e validação
    8 em plataformas inteligentes


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