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Nesta quarta-feira

Hospital Maria Lucinda reabre emergências pediátrica e de ortopedia

A Prefeitura do Recife prometeu pagar repasse de verbas a direção da unidade hospitalar até a próxima sexta e assim saldar dívida com pagamento de médicos e funcionários que estariam sem receber há três meses

Publicado: 02/03/2016 às 08:31

A Secretaria Executiva de Administração e Finanças da Secretaria de Saúde do Recife prometeu agora regularizar os repasses de pagamentos do Hospital Maria Lucinda até a próxima sexta-feira, dia 4. Por meio da Assessoria de Comunicação Social, a secretaria mandou nota informando que ficou impossibilitada de efetuar os repasses dentro do período devido por causa do encerramento do exercício financeiro de 2015 e porque o crédito do Fundo Nacional de Saúde só ocorrera em janeiro deste ano. No entanto, a Secretaria afirmou ainda que, diante das dificuldades ocorridas, antecipou o repasse do mês de janeiro. As emergências pediátrica e de ortopedia já foram reabertas nesta quarta-feira e estão funcionando normalmente. Somente este mês, o atedimento foi suspenso duas vezes. Os médicos, enfermeiros e funcionários estão sem receber salários há três meses. 

 

Os profissionais denunciam a situação no início de fevereiro em um protesto realizado em frente ao hospital, no bairro do Parnamirim. O Maria Lucinda é um hospital filantrólico, mas que recebe repasses da Prefeitura do Recife para atendimento. Após esse protesto, os funcionários informaram que receberam apenas parte do salário de novembro e dezembro, ficando atrasado ainda o restante da quinzena de dezembro, além dos vencimentos de janeiro e fevereiro. Só os funcionários de nível médio receberam salário de dezembro. A situação é tão grave que há médicos, enfermeiros e outros funcionários que já fizeram empréstimos bancários para saldar as dívidas da família, que só se acumulam.

 

A direção do hospital informou por meio de sua assessoria de Comunicação Social que acionou o Ministério Público da Saúde para tentar intermediar o pagamento junto à PCR. Segundo a diretora financeira, Ana Cristina Passavante, o Ministério do Trabalho também já foi acionado pelos funcionários. A direção explicou ainda que cerca de 90% dos pacientes atendidos no hospital é ligado à prefeitura do Recife. Por isso, a direção fica impossibilitada de fazer o pagamento, pois depende da verba da PCR.
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