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Editorial: Diario celebra 190 anos com tradição e reconhecimento

O Diario de hoje é o veículo digital e impresso mais lido do estado, com mais de 4,4 milhões de usuários mensais únicos, para ficar apenas no veículo digital

Publicado: 07/11/2015 às 13:37

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Há 190 anos, no dia 7 de novembro de 1825, o Diario de Pernambuco era editado pela primeira vez por iniciativa do tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão. Mesmo ano em que foi fuzilado Frei Caneca, em 13 de janeiro, depois de defender os ideais libertários e republicanos em dois movimentos reprimidos por D. Pedro I. Já nascia o Diario sob o signo da luta por liberdade e autonomia, ideais que marcaram os pernambucanos ao longo de sua história.
Os sucessivos endereços são eles próprios testemunhas do amálgama indissolúvel do Diario com a História de Pernambuco. Rua Direita, Rua das Flores (hoje Matias de Albuquerque), Rua da Soledade (então Corredor do Bispo), Rua do Sol, Pátio da Matriz de Santo Antônio, Rua das Cruzes, Rua Duque de Caxias, a famosa Pracinha do Diário, onde tombou Demócrito na luta pela redemocratização em 1945, e a atual Rua do Veiga. O Diario também se confunde com o Recife das ruas e pátios de nomes poéticos, descrito por Mário Sette em Maxambombas e Maracatus.

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Em suas páginas, ao longo desses quase dois séculos, foram noticiadas e analisadas as grandes inovações científicas, tecnológicas, culturais, políticas e econômicas que parecem tornar irreconhecível a nossa antiga civilização da casa-grande, da senzala, dos sobrados e dos mocambos. Em suas páginas, grandes vultos da cultura pernambucana como Joaquim Nabuco, José Mariano, Assis Chateaubriand, Gilberto Freyre, Josué de Castro, Celso Furtado, Mauro Motta, Ariano Suassuna e Chico Science apontaram as chagas daquela civilização patriarcal e o legado de exclusão, pobreza e desigualdade que até hoje desafia a construção de um Pernambuco mais desenvolvido e socialmente equilibrado. Passado o apogeu da sociedade do açúcar, o Diario retratou em suas páginas o declínio econômico relativo de nosso estado, mesclado com a resiliência de sua representação política no cenário nacional.

As páginas do Diario registraram também o recente processo de retomada do lugar de Pernambuco no desenvolvimento nacional. Estão registrados nas edições desse novo tempo o crescimento econômico superior à média, o vigor de sua academia e a efervescência de sua cena cultural e tecnológica.

É nesse contexto de ressurgimento do protagonismo de Pernambuco que o Diario celebra seus 190 anos. Reforçando o peso de um jornal de longa tradição e reconhecimento, mas com a capacidade de se renovar e de se adequar aos novos tempos. Capaz de extrair da tradição o compromisso perene com os mais caros valores da pernambucanidade, mas aberto aos novos gostos das gerações que já nasceram nos meios digitais. Combinando o absoluto respeito aos princípios da informação fidedigna e de boa qualidade com a velocidade e interatividade próprias de uma sociedade que se comunica pelas redes sociais. Reforçando o compromisso inarredável com os princípios da liberdade de imprensa, do contraditório, do direito à imagem e à expressão da pluralidade de posições políticas, filosóficas, religiosas e éticas. Avançando na prestação de serviços ao povo de Pernambuco, contribuindo para o resgate de sua história política e econômica, bem como de sua cultura popular.


Por essas razões, o Diario de hoje é o veículo digital e impresso mais lido do estado, com mais de 4,4 milhões de usuários mensais únicos, para ficar apenas no veículo digital. É um patrimônio vivo da história e da cultura do povo de Pernambuco. Neste momento um novo grupo assume a sua direção, somando-se a todos os que o construíram com sua paixão e dedicação. Renovam-se os compromissos com essa história de sucesso, no empenho de fazer do Diario, cada vez mais, um jornal aberto a todos os pernambucanos, inclusive aos setores sociais que nem sempre têm tido a voz que uma sociedade democrática lhes deve assegurar. Um jornal capaz de interpretar os fatos e suas repercussões na vida pernambucana, a serviço do desenvolvimento econômico social e ambientalmente sustentável do nosso estado, do Nordeste e do Brasil.

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