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Obra de reforma e ampliação de escola estadual abandonada há quatro anos

Imóvel comprado pelo estado teve trabalhos paralisados e materiais saqueados. Alunos estudam em galpão e vizinhos vivem rotina de medo por causa do consumo de drogas

Publicado: 18/03/2015 às 13:30

Foto: Rodrigo Silva/Esp.DP/DA Press/Foto: Rodrigo Silva/Esp.DP/DA Press

Foto: Rodrigo Silva/Esp.DP/DA Press(Foto: Rodrigo Silva/Esp.DP/DA Press)

Foto: Rodrigo Silva/Esp.DP/DA PressOnde deveria funcionar uma sala de aula, há lixo acumulado. No local que seria ocupado por uma quadra, o mato atinge mais de um metro. Na área da cantina, ratos e dejetos de animais. Quase não é possível identificar que no imóvel do número 154 da Avenida Presidente Kennedy, em Olinda, deveria haver uma escola.

O casarão abandonado foi comprado pelo governo do estado para abrigar a Escola Estadual Professor Estevão Pinto. As obras de recuperação e ampliação do prédio foram paralisadas há quase quatro anos, e o local se transformou num ponto de consumo de drogas e sinônimo de medo para os moradores de Aguazinha.

Além da aquisição do imóvel, o estado gastou cerca de R$ 1 milhão na obra. Quando o trabalho foi paralisado, o material de construção foi saqueado e, hoje, ao entrar no prédio, não dá para identificar onde o dinheiro foi investido. “Levaram até os portões que protegiam o patrimônio público. Agora, pessoas entram para consumir drogas e usam o telhado como trampolim para invadir a igreja vizinha, que já foi assaltada três vezes”, conta a pedagoga Isabel Ferreira, moradora do bairro que denunciou a situação à Ouvidoria Geral do Estado.


Improviso
Enquanto a propriedade está abandonada, os 847 alunos da unidade de ensino estudam num galpão com salas improvidas construídas em PVC. “A situação é degradante e temos presenciado a evasão de alunos dessa escola por conta do local insalubre e desumano”, observou o comerciante Edson Santos.

Segundo a Secretaria de Educação do Estado, o aluguel da sede provisória, que tem salas climatizadas, custa R$ 8,9 mil por mês, ou seja, R$ 106,8 mil por ano.

A secretaria disse ainda que as obras de reforma e ampliação foram paralisadas, inicialmente, por problemas de projeto, e, depois, por abandono por parte da construtora, que responde a processo administrativo. “Um novo processo licitatório foi realizado, e as obras devem ser retomadas ainda em 2015. A partir do reinício, são mais 12 meses para sua conclusão”, informou o órgão, por nota.

Saiba mais - Escola Estadual Professor Estevão Pinto:

847 estudantes

477 nos anos finais do ensino fundamental (antiga 5ª a 8 série)

300 no ensino médio

70 nos anos iniciais do ensino fundamental (antiga 1ª a 4ª série)

72 funcionários

3,7 é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)* de 2013

* O Ideb considerado ideal é 6

Fonte: Censo Escolar 2013/Inep
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