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Aves silvestres são apreendidas em Abreu e Lima e Linha do Tiro

Cipoma resgatou os animais, que estavam sendo comercializados ilegalmente durante este fim de semana

Publicado em: 24/06/2018 16:52 | Atualizado em: 24/06/2018 17:11

Aves foram entregues ao CETA/CPRH e serão soltas na natureza (PMPE)
Aves foram entregues ao CETA/CPRH e serão soltas na natureza (PMPE)

A operação Feira Livre, da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), da Polícia Militar de Pernambuco, apreendeu 122 aves silvestres apenas durante esse fim de semana. No sábado, a intervenção aconteceu no município de Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife (RMR), quando foram capturadas 72 aves silvestres. Ontem pela manhã, mais 50 animais foram apreendidos no bairro da Linha do Tiro, Zona Norte do Recife.

Segundo a Polícia Militar, em Abreu em Lima, dois homens pegos em flagrante comercializando os animais foram conduzidos para a Delegacia de Paulista, onde foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência em desfavor dos acusados. Vender animais silvestres contraria o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais 9.605/1998. Na ocasião, foram apreendidas dez salta caminhos, 23 galos-de-campina, 17 papa-capins, quatro sanhaçus, dois papa-arrozes e um caboclinho.

"Também foi apreendida a quantia de R$ 294, fruto do tráfico de animais silvestres. No momento da abordagem foram abandonados dois sabiás, cinco papa-capins, dois canários da terra, um guriatã, um sibito, um solta caminho, um sanhaçú e um galo de campina", informou a Polícia Militar de Pernambuco.

Na apreensão da Linha do Tiro, contudo, ninguém chegou a ser preso. Entre os 50 animais capturados, foram encontrados seis solta-caminhos, três galos-de-campina, um papa-capim, sete tuins, um vem-vem, um sabiá-laranjeira, quatro canários-da-terra, três patativas, três manés-magos, seis cravinas, um sibito, três bicos-de-lacre e onze tizius.

Ainda de acordo com a Polícia Militar de Pernambuco, todos os animais apreendidos em Abreu e Lima e na Linha do Tiro foram entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas), vinculado à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), para depois serem soltos na natureza.  
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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