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Previsão Tempo parcialmente nublado e chuvas isoladas nesta terça-feira, prevê Apac Previsão é praticamente a mesma para toda o estado de Pernambuco, com exceção de Fernando de Noronha

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 31/07/2017 21:43 Atualizado em:

A terça-feira (1) deve continuar com tempo nublado e chuvas em praticamente todo o estado de Pernambuco. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) prevê tempo parcialmente nublado e pancadas de chuva de modo isolado com intesidade fraca a moderada na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Matas Norte e Sul. 

No Sertão de Pernambuco e no Sertão de São Francisco deve chover de forma fraca. O arquipélago de Fernando de Noronha é a única região sem previsão de chuvas, com temperatura mínima de 25ºC e máxima de 29ºC. 

Nas últimas 24h, a Apac registrou 19,17 mm de chuvas no Torreão, no Recife. Foi a localidade com maior número de chuvas, seguida do Porto, com 17,40 mm, e da Boa Vista, com 14,60mm. 


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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