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Celulite infecciosa apresenta risco maior para pacientes com comorbidade

Publicado em: 02/03/2023 10:01

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Diferente da celulite “comum”, nome popular da lipodistrofia ginoide, quando existe uma distribuição anormal de gorduras no organismo, a celulite infecciosa é uma inflamação causada por bactérias que atinge as camadas mais profundas da pele. Apesar de ser uma doença comum, a infecção é considerada grave e pode apresentar um risco maior para pacientes com comorbidades e por isso, exige um tratamento imediato.

Segundo o cardiologista do @HospitalJaymedaFonte e da Clínica Especializada em Cardiologia Intercordis, Nicodemus Lopes, pacientes cardiopatas geralmente apresentam outras comorbidades, como diabete, sobrepeso e hipertensão. A combinação entre esses fatores é responsável pelo comprometimento da imunidade e por consequência, uma infecção potencialmente mais grave. “Um exemplo que vemos com frequência nas urgências cardiológicas: se um paciente portador de insuficiência cardíaca contrair alguma infecção, como a celulite bacteriana, o quadro da cardiopatia pode descompensar e motivar um internamento para ajustes de medicações”, explica.

Os sintomas são: vermelhidão, dor no local inflamado, inchaço, calor no local da lesão, mal-estar e febre. Pacientes com comorbidade devem ficar atentos e procurar ajuda médica caso apresente algum desses sintomas. O diagnóstico é clínico, feito com o histórico do paciente, e por exames específicos em caso de comorbidades.

“O tratamento consiste na identificação precoce da infecção e no início de antibiótico específico para os germes causadores da celulite, com a maior brevidade possível”, conta Nicodemus Lopes. Além de antibióticos, o uso de analgésicos para o controle das dores também é necessário. “Em alguns pacientes portadores de dispositivos cardíacos implantáveis, como próteses valvares, marca-passo ou desfibrilador, existe risco da infecção da celulite se espalhar ao coração. Esses pacientes necessitam maior atenção e um tratamento mais rigoroso”, diz.

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