Consumidor, cuidado com a black fraude Pesquisar antes das compras é imprescindível para não cair em enrascadas

Gustavo Carvalho
Especial para o Diario
gustavo.carlho@diariodepernambuco.com.br

Publicado em: 24/11/2018 09:00 Atualizado em:

À primeira vista, a Black Friday, que acontece sempre no final de novembro, parece irresistível: reduções de preços que podem chegar aos 80% em telemóveis, televisões e outros artigos eletrônicos, em roupa, acessórios de beleza e até em brinquedos e produtos para o lar.

Muitas ofertas, principalmente de supostas lojas on-line, são tentadoras e pode ser difícil perceber se está sendo feito, realmente, uma boa transação. Por isso, ter ciência de alguns procedimentos podem garantir maior segurança, evitando trocar ‘gato por lebre’.

De origem inglesa, o termo significa Sexta Feira Negra. É a sexta feira depois do dia de Ação de Graças, ou Thanksgiving, em inglês, que as lojas fazem grandes descontos de seus produtos.

O gerente de fiscalização do Procon-PE, Roberto Campos, conta que, apesar da data ter um grande significado, nem tudo ocorre da forma correta. “Alguns fornecedores costumam majorar os valores, tendo como base a ideia de limpar o estoque. Além de prejudicar o Código de Defesa do Consumidor, esta prática se caracteriza como crime”, completa.    

Em 2017, o Procon registrou três casos em que empresas foram acusadas de fraude no estado. “Nos últimos anos tem diminuído, mas mesmo assim não estamos parados. Apesar do número ser baixo, estamos em constante busca de estabelecimentos irregulares que não seguem a lei”, diz Roberto.  

Em tempos de Black Friday, é comum ver empresas anunciando ofertas que não condizem com a realidade. Campos relata que, nestes casos, é caracterizado o crime de propaganda enganosa, e a empresa responde tanto criminalmente quanto administrativamente. “A instituição sofre um processo, onde a multa parte dos R$ 1.050, podendo chegar até R$ 6 milhões e meio, a depender da gravidade da situação em que se encontra”, destaca.

O Procon é um órgão auxiliar do Poder Judiciário, e funciona para solucionar os conflitos entre o consumidor e a empresa que vende um produto ou presta determinado serviço. Quando se trata de serviços, consumidores costumam adquirir produtos tanto em lojas físicas quanto virtuais. “O consumidor que compra tanto em loja física quanto virtual deve analisar o site. A gente orienta que no dia da Black Friday, em especial, faça uma pesquisa com os concorrentes para assegurar uma compra segura”, enfatiza Roberto.  

Com o aproximar da data, golpistas aproveitam do aumento das transações para ludibriar consumidores. Nesse período, é comum o recebimento de e-mails com ofertas imperdíveis. Nestes casos em especial, antes de clicar, é preciso tomar alguns cuidados para não ser vítima de fraude. Nem sempre há como prever problemas durante determinadas transações, porém algumas ações quando seguidas à risca podem assegurar que não aconteçam possíveis problemas futuros. “ Fazer pesquisa prévia, no próprio dia das compras, com o concorrente.

Se for em site, procure realizar uma consulta do histórico da mesma. Caso comprovada a propaganda enganosa, tire foto do preço do produto e contacte o Procon. Desta forma, você irá garantir uma compra tranquila, sem possíveis problemas futuros”, alerta, Roberto.

Saiba mais

  • Faça uma pesquisa prévia de mercado;
  • Analise o histórico da empresa;
  • Ao comprar pela internet, tire print da transação;
  • Dê preferência às lojas físicas;
  • Tome cuidado com propagandas recebidas via e-mail;
  • Atente-se ao modo de pagamento


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