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Governo Raquel chega a 50 políticos em cargos comissionados na Casa Civil em 2025

Governadora em exercício, Priscila Krause nomeou 13 ex-prefeitos, ex-vices e candidatos derrotados nas últimas eleições para funções de assessoria especial e assistência técnica


Nomes políticos compondo a gestão estadual não são fora do comum, mas ficaram notórias as nomeações de aliados em blocos na Casa Civil feitas por Raquel Lyra desde o início deste ano. No dia 28 de janeiro, 22 ex-prefeitos de diversas regiões do Estado foram abrigados na pasta de uma única vez. No dia seguinte, foram mais 15 políticos.

Apesar do ato ser assinado por Priscila Krause, a costura foi feita por Raquel. De acordo com a vice-governadora, ela “cumpriu tudo o que ficou arrumado pela governadora, nada saiu do planejamento dela”. Questionada sobre as nomeações, Krause se ateve a afirmar que os novos quadros políticos da Casa Civil vão atuar para aproximar o Governo do povo.

“Eles contribuem com a sua experiência, fazendo um trabalho de aproximação do Governo com a população. Todos eles têm experiência na administração pública e podem contribuir com o povo de Pernambuco”, disse.

Nomeados

Dos 13 novos nomeados para a Casa Civil, sete assumem cargos de assessoria especial de articulação e acompanhamento; um chega como assessor especial de coordenação estratégica; dois, como assistentes técnicos; e três como assessores.

Os assessores especiais de articulação e acompanhamento são:
  • O ex-vice de Água Preta, Neto Cavalcanti (PSDB), cassado no ano passado com o ex-prefeito, Noé Magalhães;
  • O candidato derrotado a prefeito de Água Preta, Tonhão (PP), lançado por Neto;
  • O ex-prefeito de Joaquim Nabuco, Marco Barreto; o ex-prefeito de Feira Nova, Danilson Gonzaga, sobrinho do atual prefeito Joel Gonzaga (PSD);
  • O ex-vereador de Feira Nova, Bruno Chaves, que foi candidato à Prefeitura do município em 2024 pelo PSDB;
  • O ex-vereador do Recife pelo PSD, Professor Thiago;
  • O ex-vice-prefeito de Palmares, Luciano Júnior (PSDB).

A assessoria especial de coordenação estratégica ficou com o ex-prefeito de Camocim de São Félix, José Geovane Bezerra, pai do atual prefeito Giorge Bezerra (PSD);

Os assessores são o ex-prefeito de Santa Maria do Cambucá, Nelson Lima; o ex-candidato a vereador de Goiana, Renato Sandre (Agir); e o ex-candidato a vereador de Taquaritinga do Norte, Galego de Tonho (PSDB).

Nos cargos de assistentes técnicos, estão o ex-vice-prefeito de Paranatama, Claudeilson Oliveira (PP); e Rosângela Lopes da Silva, cujo histórico político não foi encontrado.

Momento político

As movimentações de janeiro já indicavam o momento mais político vivido pelo Governo Raquel, que se intensificou após o carnaval e a filiação da governadora ao PSD.

O Palácio do Campo das Princesas empossou três novos secretários desde o início da semana, todos frutos de indicações políticas: Emmanuel Fernandes (Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo), ex-prefeito de Custódia pelo Avante; Kaio Maniçoba (Turismo e Lazer), deputado estadual pelo PP; e Ivete Lacerda (Esportes), ligada ao deputado federal Mendonça Filho (União Brasil).

Ainda, o Governo nomeou Miguel Duque (Podemos), filho do deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade) para a presidência do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), e prometeu a administração do Arquipélago de Fernando de Noronha ao Avante, dos irmãos Sebastião e Waldemar Oliveira.

Leia a notícia no Diario de Pernambuco