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Notícia de Política

CPI

Secretária bolsonarista não deveria debater tratamento da Covid, diz Queiroga

Publicado em: 08/06/2021 15:22

 (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
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crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Isabel Correia Pinheiro, deveria se afastar dos debates técnicos da pasta sobre o uso da cloroquina. A afirmação ocorreu durante seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, na tarde desta terça-feira (8). Queiroga se posicionou quando respondia aos questionamentos da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), mas já havia sido questionado sobre declarações de Mayra outras vezes.

A secretária é entusiasta da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Os questionamentos sobre a permanência da médica na pasta ocorreram porque o ministro se diz técnico, mas mantém a funcionária de postura ideológica. Por outro lado, não nomeou a infectologista Luana Araújo para uma secretaria extraordinária de combate à pandemia, embora ela tenha trabalhado informalmente na pasta por 10 dias. A especialista é abertamente contrária ao mal uso da droga.

Queiroga chegou a contradizer a própria Luana Araújo, em seu depoimento. O ministro decidiu assumir a responsabilidade pela não contratação da especialista, tendo dito, antes, que a Casa Civil não teria aceito o nome da médica. A suspeita é de que o ministro não tenha tido autonomia para contratá-la. Com a recusa da técnica e a garantia de permanência da bolsonarista, parlamentares pressionaram o depoente a se posicionar. A senadora Eliziane lembrou que Mayra Pinheiro integra a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, que debate os procedimentos de tratamento e combate ao coronavírus.

Na resposta, Queiroga afirmou, primeiro, que não há imposição do governo na manutenção de seus secretários. “Ela (Mayra) tem uma posição clara a respeito do assunto (o uso de cloroquina para o combate à Covid-19). Se eu estivesse na comissão, me declararia suspeito, impedido de atuar nesse debate”, admitiu o ministro. Na sequência, reiterou que foi sua a decisão de não contratar a infectologista Luana Araújo, mesmo tendo afirmado, antes, que não tem, em sua equipe mais próxima, nenhum especialista do tema.
 
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