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Notícia de Política

CPI

Renan Calheiros avalia depoimento de Dimas Covas à CPI da Covid

Publicado em: 27/05/2021 16:51

Relator da comissão, o MDBista destacou que o diretor o Butantan desmontou parte do argumento do ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. Ele também comentou o racha no G7, ocorrido por conta da convocação de governadores para deporem no colegiado
 (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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Relator da comissão, o MDBista destacou que o diretor o Butantan desmontou parte do argumento do ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. Ele também comentou o racha no G7, ocorrido por conta da convocação de governadores para deporem no colegiado (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado )
Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) fez um balanço da sessão desta quinta-feira (27), com depimento do presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Para Calheiros, Covas acentuou as contradições do ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, além de reforçar a negligência do governo Bolsonaro em comprar vacinas. Também comentou sobre o racha no chamado G7, grupo da maioria da CPI.

“O depoimento é muito bom. Produziu muita coisa positiva para a investigação, acentua contradição dos anteriores. E demonstra que esse negócio da vacinação, com relação ao Butantan, é pior do que o da Pfizer (de que o governo teria deixado de responder a várias tentativas de acordo). E o presidente (Bolsonaro) continua da mesma forma, fazendo as mesmas coisas. O Boris Johnson era negacionista e mudou, vacinou. O parlamento abriu investigação para apurar o período do negacionismo”, destacou Renan.

O relator destacou que, enquanto o negacionismo do governo ganha evidência na CPI, Bolsonaro segue tentando evitar, na Justiça, que governadores façam isolamento. “O governo perdeu as oportunidades de comprar e fazer pré-contrato. Era qualquer vacina. Ele defende o tratamento precoce em substituição à vacina. Esse é o problema”, acusou. Sobre a aprovação da reconvocação de Pazuello e do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o parlamentar disse que é uma medida pedagógica.

“A convocação tem um caráter pedagógico. Olha, maluco, para de delinquir, para de aglomerar. É um desrespeito à CPI. Para. Vamos ouvir o atual ministro. O Queiroga não sabia de nada. A cada depoente, fica reiterado que (Pazuello) veio para mentir. Conseguiu habeas corpus para mentir. Foi para o Rio de Janeiro (nos protestos com o presidente da República). A CPI convoca novamente. Vale a questão pedagógica. As UTIs estão cheias. Estão enchendo, e o cara continua fazendo as mesmas coisas”, afirmou.

Governadores e G7
 
Sobre a convocação de governadores, Renan disse não saber que eles terão, de fato, que depor, mas ressaltou ser contra a medida. Para o relator, trata-se de uma tentativa do governo de divergir os trabalhos de apuração da CPI. “Sempre disse que não temos competência para investigar governadores. Por isso eu não poderia participar de acordo para governadores. Da mesma forma que não posso convocar o presidente. A vedação é a mesma. E acho que é o que o governo quer para dispersar o rumo da investigação”, lamentou.

Sobre o G7, Calheiros minimizou o racha que apareceu no grupo após a aprovação dos requerimentos de convocação de governadores. Segundo o parlamentar, os senadores lidam uns com os outros diariamente dentro das necessidades da CPI, sem uma relação direta com a formação de um círculo interno. “Foi uma circunstância com sete senadores para eleger o Omar (Aziz) (PSD-AM) e o Randolfe (Rodrigues) (Rede-AP), e, também, sustentar uma correlação que sustentasse minha indicação para relator. Isso foi uma questão pontual. O dia a dia da CPI, você vai testando”, disse.

Para Renan, o tema da convocação dos governadores é o ponto delicado da questão. “Isso trata de interesse dos estados. Se você passar os olhos, na CPI só não é candidato eu e Randolfe. É evidente que, em um cenário desses, você vai ter a polarização política estadual. Por isso teve divergência entre Eduardo e Omar na semana passada. Por isso que, lá atrás, eu disse que não podemos votar todos esses requerimentos. Para aprovar, qualquer requerimento, tem que botar voto. Consenso para quê?”, opinou. “Eu tenho dito ao Fernando (Bezerra) (MDB-PE) e ao Ciro (Nogueira) (PP-PI): 'Como vocês defendem isso?' Eles consideram que é muito difícil”, revelou.
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