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Notícia de Política

INVESTIGAÇÃO

CPI da Covid: capitã cloroquina presta depoimento nesta terça-feira

Publicado em: 24/05/2021 07:32

 (Foto: Evaristo Sá/AFP)
Foto: Evaristo Sá/AFP
A semana que marca o primeiro mês de CPI da Covid contará com depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”, além de votação de requerimentos para solicitar desde quebras de sigilo telefônicos e bancários a novas convocações. Ao todo, são quase 350 pendências, sendo 188 sugerindo ouvir novas testemunhas.

Entre os pedidos estão os nomes de nove ministros do presidente Jair Bolsonaro: Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Carlos França (Relações Exteriores), Damares Alves (Mulher), Anderson Torres (Justiça), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), além de Marcelo Queiroga (Saúde), que pode ser reconvocado.

Ainda sem requerimento oficialmente protocolado, uma nova solicitação de oitiva ao ex-ministro Eduardo Pazuello também está na mira da liderança da comissão, que planeja apertar o general sem que ele esteja protegido por um habeas corpus. “Espero que o Supremo permita que os nossos trabalhos possam ser feitos na forma normal”, afirmou o senador Omar Aziz durante participação na live do canal Grupo Prerrogativa, no sábado.

Quem também depõe sob proteção de um habeas corpus, concedendo o direito a permanecer em silêncio, é Mayra Pinheiro. A sabatina está marcada para começar às 9h de amanhã. Diferentemente de Pazuello, o direito de permanecer em silêncio da secretária é restrito ao período entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando a crise de oxigênio no Amazonas explodiu. Ela é alvo de investigações por improbidade administrativa na apuração do Ministério Público Federal no Amazonas que apura a responsabilidade e as omissões do poder público no colapso do sistema de saúde amazonense.

Mayra entrou na mira dos senadores pelo destaque na defesa do uso da cloroquina para tratar pacientes com Covid-19. Foi ela a idealizadora e responsável pelo desenvolvimento do aplicativo TrateCov, que prescrevia medicamentos sem eficácia comprovada para os usuários, mas que foi retirado do ar logo após o lançamento.

O ex-ministro Pazuello confirmou, durante depoimento, que a sugestão da plataforma foi da secretária. No entanto, alegou que nunca houve lançamento oficial e que um “hacker” teria invadido o sistema e o colocado no ar. Das perguntas esperadas para a capitã cloroquina, o foco deve permanecer no motivo da defesa do medicamento, os embasamentos e ações em torno dele.
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