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INVESTIGAÇÕES

CPI da Covid-19: Dimas Covas, diretor do Butantan, depõe nesta quinta-feira

Publicado em: 27/05/2021 10:22 | Atualizado em: 27/05/2021 10:44

 (Foto: Divulgação/Assessoria do Governo de São Paulo)
Foto: Divulgação/Assessoria do Governo de São Paulo
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 abriu na manhã desta quinta-feira (27) a sessão na qual ouvirá o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O diretor deve esclarecer aos senadores sobre as tratativas do Instituto com o Ministério da Saúde na compra da Coronavac, vacina contra Covid-19 produzida pelo Instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Entre as perguntas, deve estar o episódio no qual o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o então ministro Eduardo Pazuello sobre a compra de 46 milhões de doses do imunizante.

O pesquisador e professor de medicina na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), junto de sua equipe, coordenou os testes e produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e testada no Brasil pelo Instituto Butantan, entidade no qual está à frente desde 2017. Até o momento, é o imunizante contra a COVID-19 mais aplicado no país. 

Os senadores esperam que ele esclareça como foi a negociação de vacinas CoronaVac entre o Ministério da Saúde e a China. Além disso, Covas também deve ser questionado sobre as dificuldades que o Buntantan vem enfrentando para produzir os imunizantes. Em 14 de maio, a produção da CoronaVac foi interrompida no Brasil, temporariamente, por falta de insumos.

De um lado, parlamentares oposicionistas apontam que o Ministério da Saúde teria se omitido e até negado a compra do imunizante, da mesma forma que a Pfizer afirma que teve seu imunizante recusado pelo governo federal.

Na outra ponta, oposicionistas alegam que Dimas Covas usará a CPI para fazer discurso em prol do governador João Doria, principal defensor e quem tomou as rédeas das negociações com a China para a compra da CoronaVac.

A CPI da COVID, instalada no Senado em 27 de abril deste ano, apura possíveis ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia do coronavírus e repasses de verbas a estados e municípios. Os depoimentos tiveram início em 4 de maio, com Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde.

No dia seguinte, Nelson Teich, sucessor de Mandetta no cargo, depôs. No dia 6 de maio, foi a vez de Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde, prestar depoimento. Em 11 de maio, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, depôs.

Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo federal, foi ouvido pelos senadores em 12 de maio, seguido de Carlos Murillo, ex-presidente da Pfizer no Brasil e atual presidente regional da empresa na América Latina. O boliviano prestou depoimento à CPI na quinta-feira (13) da semana retrasada.

Na última semana, a CPI deu início às oitivas com o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, na terça-feira (18) passada. Nos dois dias seguintes, depois de suspensão por conta de reunião em plenário e de um mal-estar sentido pelo depoente, Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, depôs.

Nessa terça-feira (25), depôs a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como Capitã Cloroquina.

Nesta quarta-feira (26), foi feita a convocação de nove governadores, um ex-governador e uma vice-governadora para prestarem depoimento. Os requerimentos exigem a presença dos chefes dos Executivos estaduais que foram alvos de operações da Polícia Federal durante a pandemia do coronavírus.


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