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Notícia de Política

PANDEMIA

Comissão discute mortalidade materna na pandemia e enviará relatório ao Governo e MPPE

Publicado em: 25/05/2021 21:09

 (Foto: Divulgação )
Foto: Divulgação
A Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) vai enviar ao Governo do Estado e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) um relatório com solitações para realizar ações contra o aumento da mortalidade materna na pandemia em Pernambuco. A decisão foi anunciada  pela presidente do colegiado, deputada Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas (PSOL), em uma audiência pública realizada nesta terça-feira (25).

Na audiência, a Comissão de Cidadania ouviu os palestrantes sobre os efeitos diretos e indiretos da Covid-19 no estado e recebeu informações sobre o aumento do número de óbitos maternos em Pernambuco. Na lista de sugestões colhidas no encontro para o enfrentamento ao problema estão a distribuição de máscaras do tipo N95, garantia de leitos de UTIs, pagamento de renda mínima para as gestantes sem trabalho formal, aceleração das investigações dos casos suspeitos e garantia de acesso ao pré-natal sem interrupção. 

Também foi sugerida a realização de uma ampla campanha no estado sobre o risco da Covid para as mulheres gestantes,  além de informações sobre os métodos contraceptivos. “É importante a sensibilidade do governo ao olhar para as mulheres nessa situação. São vidas que precisam ser resgatadas pelo Estado. Não queremos mais nenhuma mulher morta”, enfatizou a co-deputada Jô Cavalcanti.

Para a médica  Leila Katz, representante da Rede Feminista de Ginecologia e Obstetrícia e uma das palestrantes na audiência, a pandemia encontrou um local favorável no Brasil para se alastrar em função dos problemas de saúde já enfrentados pelo país, que vão desde a falta de saneamento básico a dificuldades várias de acesso a atendimento adequado: “Já está demonstrado que a Covid-19 aumenta o risco de morte materna, de complicações, de internamento em leitos de UTI.  Mesmo em países ricos isso acontece. Não é só por causa da desestruturação do nosso sistema de saúde e da miséria. É um fator de risco para todos, mas para a gente é muito pior”, afirmou. 

Representantes das Secretarias de Saúde do Estado e do município do Recife também participaram da audiência pública. A gerente estadual de Atenção à Saúde da Mulher Cleonúsia Vasconcelos afirmou que a meta é reduzir o índice de mortalidade materna para 35 a cada 100 mil nascimentos – entre 2016 e 2018 o índice anual estava entre 60 e 64 .
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