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Notícia de Política

Governadores se reúnem com russos para tratar da Sputnik V; Paulo Câmara esteve presente

Publicado em: 27/04/2021 20:54 | Atualizado em: 27/04/2021 21:00

 (Foto: MAHMUD HAMS / AFP)
Foto: MAHMUD HAMS / AFP
Após a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) barrar a importação da Sputnik V para o Brasil, governadores do Nordeste, que já haviam negociado 66 milhões do imunizante, se reuniram, nesta terça-feira (27), com representantes do governo russo. A reunião que discutiu os problemas apontados pela equipe técnica da Agência, como a falta de comprovações sobre a segurança da vacina e dos processos de fabricação, teve como objetivo buscar alternativas para a obtenção das vacinas - já adquiridas e as quais ainda podem ser compradas pelos representantes. Entre os participantes da reunião, estava o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).
 
O socialista destacou que, embora tenha sido barrado, o imunizante russo está salvando vidas em outras nações e afirmou que continuará atuando para que a vacina seja disponibilizada ao estado. Além disso, o gestor criticou a reprovação da vacina pela Anvisa. “Infelizmente, para a Anvisa não há evidências suficientes para que as 37 milhões de doses adquiridas pelos estados brasileiros sejam autorizadas a entrar no país”. “Respeito a avaliação da agência, mas vou continuar trabalhando para que a vacina seja disponibilizada aos pernambucanos o mais rápido possível”, concluiu. 

De acordo com técnicos da Anvisa, foi detectado a existência de erros no desenvolvimento do imunizante, como limitações na qualidade e falhas nas etapas de produção, o que compromete a garantia de eficácia da vacina. Coordenador do Fórum de Governadores do Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), informou que no encontro com representantes do Instituto Gamaleya (responsável pelo desenvolvimento da vacina) e  Ministério da Saúde russo, as autoridades daquele país reiteraram sua garantia de segurança do fármaco.

Questionando o posicionamento da Agência em proibir a importação do imunizante, Wellington reforçou que “os técnicos (da Rússia) afirmaram que (a Sputnik V) é uma vacina segura, com baixos efeitos colaterais, é uma vacina eficaz, tem capacidade de imunização, já aplicada em milhões de pessoas em 62 países do mundo”. “Queremos entender porque o Brasil não pode utilizar um imunizante que 62 países consideram seguro e eficaz”, questionou Wellington. 

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