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RETORNO

Ex-ministro da Saúde, Pazuello ganha cargo na Secretaria-Geral do Exército

Publicado em: 23/04/2021 13:04

General estava no comando da Força na Amazônia e agora volta para Brasília. Figura próxima ao presidente Bolsonaro, ele é amplamente criticado por sua atuação na pandemia
 (crédito: Reprodução/Facebook)
General estava no comando da Força na Amazônia e agora volta para Brasília. Figura próxima ao presidente Bolsonaro, ele é amplamente criticado por sua atuação na pandemia (crédito: Reprodução/Facebook)
Ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello foi nomeado para um cargo na Secretaria-Geral do Exército, em Brasília. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23/4). Pazuello estava no Comando do Exército da 12ª Região Militar, em Manaus (AM), região de sua atuação e que comandava antes de ser chamado para assumir o cargo de secretário-executivo da pasta da Saúde (número 2 da pasta) na gestão de Nelson Teich, em abril do ano passado.

Após a saída do médico, ele passou a ocupar o cargo de ministro interino, até ser efetivado no cargo em setembro. Agora, na prática, Pazuello sai de um cargo no Amazonas para voltar a Brasília. A Secretaria-Geral do Exército tem uma atuação bem burocrática: é responsável por preparar reuniões do alto comando, conduzir os processos de concessão das medalhas, regular o cerimonial militar da Força, organizar e divulgar os boletins do Exército e assessorar o comandante sobre normatização do uso de uniformes.

O ministro teve sua atuação à frente do ministério durante a pandemia do novo coronavírus amplamente criticada. Ele é investigado em um inquérito que apura suposta omissão no combate à pandemia em Manaus, que sofreu com uma crise grave de falta de oxigênio no início do ano. Foi confirmado pelo próprio governo que o ministro sabia da iminência da falta do insumo dias antes de a crise eclodir. O caso foi aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) e enviado para a primeira instância depois que Pazuello saiu do cargo e perdeu o foro privilegiado.

O general também foi criticado pelas indicações do ministério do uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como cloroquina, algo amplamente pregado pelo presidente Jair Bolsonaro. Logo que assumiu o cargo de ministro, em maio do ano passado, a pasta publicou um documento com orientações para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de Covid-19, que incluem a cloroquina, hidroxicloroquina e a azitromicina. Segundo o próprio documento da pasta, o protocolo foi publicado "com objetivo de ampliar o acesso dos pacientes a tratamento medicamentoso no âmbito do SUS".
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