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Notícia de Política

ENTREVISTA

''Vamos fazer e construir mais pontes'', destaca Armando Monteiro (PSDB)

Publicado em: 23/03/2021 09:16

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“Não é hora de briga em função de ‘pormenores’. É hora de união. É hora de buscarmos, juntos, uma melhora para o nosso país e, principalmente, para o nosso estado”. É o que ressalta o recém-chegado ao PSDB, o ex-senador e ex-ministro Armando Monteiro. De volta à sigla que o catapultou na vida política em 1990, Armando inicia, ao lado da nova presidente da legenda no estado, Raquel Lyra, e do presidente nacional, Bruno Araújo, costuras visando uma unidade das oposições em Pernambuco.

A vida política do tucano é movimentada. Em 2003 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), saindo em 2020. Foi eleito deputado federal por Pernambuco por três mandatos consecutivos: 1999-2003 ainda pelo PMDB, 2003-2007 e 2007-2011 pelo PTB. No pleito de 2010 foi eleito senador por Pernambuco. Em 2014, concorreu ao cargo de governador de Pernambuco, mas não teve êxito.

Em entrevista exclusiva ao Diario, o ex-ministro falou sobre o motivo de reingresso ao PSDB, economia do país, o que esperar da sigla para 2022 e o projeto de união das oposições. Para ele, o PTB é “uma página virada”.

Entrevista - Armando Monteiro // ex-senador

Volta ao PSDB
Nos últimos dois anos, o PTB se alinhou com o bolsonarismo extremado. Isso culminou na minha saída. O PTB é uma página virada. Desde que deixamos o PTB, dois, três últimos meses, com os companheiros do nosso grupo. Nesse quadro, o melhor caminho era o PSDB. Porque o PSDB é oposição ao estado e, no plano nacional, não tem alinhamento com o governo Bolsonaro. Além disso, conta também a relação muito boa que possuo com os membros do partido, a exemplo do próprio presidente Bruno Araújo.

Economia
Vivemos um momento difícil e de apreensão. O Brasil sai de um ano que foi difícil. (O ano de) 2020 não foi fácil para o país. Como a maioria dos países do mundo, tivemos um ano de crescimento negativo. O quadro fiscal do Brasil é delicado. O país tem um endividamento grande. A nossa dívida corresponde a 90% do PIB. Precisamos acelerar a vacinação. A economia vai depender muito do ritmo dessa vacinação. Para voltarmos a consumir, estarmos “livremente” circulando pelos mercados, vai depender dessa aceleração do passo da vacinação. Temos preocupação com a economia. Mas para ela voltar a dar indícios de melhora, precisamos, juntos, não importa o partido, trabalhar pela aceleração dessa vacinação no país.

Oposição unida
Focar na unidade com os seguintes partidos: PSD, DEM, PL, PSC, Cidadania e Podemos. Afinal, são essas legendas que estavam na oposição nas eleições municipais de 2020. Vamos fazer e construir mais pontes. Buscar uma convergência para construir um palanque e chapas fortes para 2022.

Pandemia
É lamentável que o enfrentamento não tenha sido feito com o sentimento de cooperação e articulação. Tudo isso por falta e culpa da liderança maior da República - que teve posição equivocada, negacionista e nada cooperativista. Por conta disso, o Brasil está pagando muito caro. Se alguém é culpado é a liderança maior: a Presidência da República. Ele não teve a capacidade de entender que é hora de união e não de briga política. Ficamos torcendo para que as pessoas acordem para a realidade e que o presidente mude de postura. Precisamos de vacina.

Planos para 2022
Temos bons quadros tanto para (eleições) proporcionais quanto para majoritárias. Existem nomes de quadros novos, de uma geração intermediária, que está chegando com força. A oposição dispõe de um bom elenco para construir uma chapa forte em 2022. Vamos fortalecer esses nomes, em clima de unidade, para lançarmos e construirmos uma base expressiva.
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