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Candidatos a prefeito apelam para suas histórias políticas e críticas no primeiro guia eleitoral do Recife

Publicado em: 09/10/2020 17:02 | Atualizado em: 09/10/2020 18:44

 (Foto: Guia Eleitoral/Reprodução)
Foto: Guia Eleitoral/Reprodução
O primeiro guia eleitoral para prefeito do Recife trouxe doses do que costuma ser uma campanha. De um lado, a tentativa de alguns candidatos em se mostrar afinados, herdeiros ou correligionários de grandes líderes políticos. Por outro, concorrentes ao Palácio Capibaribe investindo na imagem de pessoas e representantes de propostas diferente a dos nomes e grupos hoje à frente do poder. Isso, lógico, com acentuado tom de críticas.

Em sua primeira aparição, Charbel Mouron, do partido Novo, não poupou nenhum dos concorrentes, afirmando que o dinheiro gasto na publicidade poderia ser investido na área da saúde. A aparição do candidato, seguindo os cálculos da Justiça Eleitoral, foi meteórica: 17 segundos, o suficiente para ele investir na tentativa de colar um bordão na disputa. Com rima, soltou: “Meu nome é Charbel, do Novo. O único sem acordão para eleição”.

Coronel Alberto Feitosa, do PSC, procurou ligar a sua forma de fazer político com Jair Bolsonaro (sem partido). As coincidências entre seu guia, de 28 segundo, e a gestão e o modo de agir do presidente da República esteve no uso da imagem da bandeira do Brasil, no qual aparece enrolado, e na referência aos valores religiosos. “Por um Recife verde e amarelo, forte e cristão”, disse o social cristão, que apelou para um espírito messiânico, como tem feito ao longo da campanha, com referência a “salvar o Recife da corrupção”.

A delegada Patrícia, do Podemos, abriu o guia unindo a mensagem de ser outsider da política e querendo emplacar a deia de não ser uma “forasteira”, mas uma pessoa que escolheu “o Recife para viver”. “Aqui é o meu lugar”, frisou a carioca. Em uma pista de boliche, Patrícia Domingos aparece derrubando os pinos com os números dos adversários e com algumas luzes na cor verde, referência ao seu maior apoiador, o deputado Daniel Coelho, do Cidadania, mas com referência política ligada às causas ambientais. O guia teve 37 segundos.

Carlos Andrade Lima (PSL) colou o nome a Jair Bolsonaro, ao se referir ao número 17, que é o seu e foi o do presidente na campanha e hoje não é mais. Bolsonaro está sem partido. Apesar disso, ele apresentou como positivo o auxílio emergencial pago pelo governo federal aos afetados pela pandemia, solidarizando-se com as vítimas dela. E frisou em um dos trechos dos seu 1 minuto e 9 segundos de programa: “O PSL, o meu partido, está mudando o Brasil. E me escolheu para trazer essas mudanças para a nossa cidade”.

A petista Marília Arraes trouxe a marca da campanha, um coração vermelho, em referência a cor de sua legenda, que também teve a estrela exibida e a foto do seu líder maior, o ex-presidente Lula. De todos os candidatos, a deputada federal foi a que evidenciou mais um ponto do seu programa de governo: “o combate às desigualdades”, sem abrir mão de críticas, indiretas, ao atual governo municipal. Para ela, com guia de 1 minuto e 23 segundos,  “nos últimos anos, andaram brincando com nossas esperanças”.

João Campos, com o maior tempo do guia, 3 minutos e 57 segundos, usou muito a imagem de quem caminha. O guia recorreu a um candidato com o pé pelas ruas e morros do Recife, próximo dos mais pobres e herdeiro do pai, o ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014, e do avó, também ex-governador, Miguel Arraes. Embora, ligue sua história aos dois, o candidato se mostra como um postulante à Prefeitura do Recife disposto a mais ouvir do que falar e dono de sua história. “Agora eu sigo os meus próprios passos”, salientou.

O democrata Mendonça Filho encerrou o primeiro guia dos prefeitos. Em imagens que mostram familiaridade com o Recife, tanto dele quanto de sua vice, a deputada Priscila Krause, o ex-ministro da Educação falou em “resgatar o Recife. Tirar o Recife do isolamento”, pontuando, em crítica à gestão atual, que trabalhará junto com o governo federal. Ainda criticando os seus principais concorrentes – João Campos e Marília Arraes – afirmou que estava comprometido em “governar para todas as famílias do Recife”.

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