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'O mundo inteiro está errado? E o certo é Bolsonaro', questiona Doria

Publicado em: 27/03/2020 19:02

O tucano condenou a campanha preparada pelo governo federal que recomenda a volta da população às ruas (Foto: Divulgação/Governo de SP)
O tucano condenou a campanha preparada pelo governo federal que recomenda a volta da população às ruas (Foto: Divulgação/Governo de SP)
O governador de São Paulo, João Doria, voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (27). O tucano condenou a campanha preparada pelo governo federal que recomenda a volta da população às ruas e que a quarentena seja praticada apenas por idosos e pessoas que pertencem aos grupos de risco. 

Desde o início da crise em decorrência do coronavírus, este foi o tom mais grave adotado pelo governador em relação ao presidente da República. "O Brasil não pode parar para lamentar a irresponsabilidade de alguns que preferem desprezar vidas. Mais de 50 países estão em quarentena. É a pior crise de saúde no mundo. Quase metade da população do planeta está em casa. O mundo inteiro está errado? E o certo é o presidente Jair Bolsonaro?", questionou Doria. 

O chefe do executivo paulista também criticou os gastos do governo federal com a campanha intitulada O Brasil não pode parar. "Serão R$ 4,8 milhões para desinformar a população. Deveria ser usado para comprar suprimentos para hospitais públicos e reforçar o atendimento dos mais pobres. Afinal, temos um ou dois governos federais?", perguntou Doria, referindo-se a diferença de posturas entre o presidente e o Ministério da Saúde.

"Há um documento do Ministério da Saúde pregando o isolamento. Há um decreto do presidente pregando o isolamento e a decretação de calamidade pública no país", afirmou Doria. "Será que vamos precisar enterrar 4.400 pessoas como fez a Itália para ter a certeza de que o convite para irem as ruas é um erro? Antes que isso aconteça, sigam as orientações dos médicos, da ciência e de autoridades que não têm medo de falar a verdade", completou.

Ameaças
João Doria registrou um boletim de ocorrência, na noite desta quinta-feira (26), por ameaça e injúria. O governador teria receido mensagens em seu telefone celular, indicando possíveis atos violentos a serem realizados em frente à sua casa. Integrantes do governo paulista apontam ligações entre apoiadores do presidente e as ameaças recebidas por Doria.

"Não tenho medo de 01, 02, 03 e 04 - disse o governador, referindo-se aos apelidos que o próprio presidente usa ao mencionar os filhos, Flávio, Eduardo, Carlos e Renan". 

 
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