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Notícia de Política

DECLARAÇÃO

'Não vamos dar espaço e contemporizar com presidiário', diz Bolsonaro

Publicado em: 09/11/2019 14:47

 (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Foto: Ed Alves/CB/D.A Press
O presidente Jair Bolsonaro falou diretamente sobre o ex-presidente Lula, neste sábado (9), um dia após a soltura do petista, que estava preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba. "A grande maioria do povo brasileiro é honesto, trabalhador, e não vamos dar espaço e contemporizar com presidiário", disse Bolsonaro, ao cumprimentar cerca de 20 pessoas que o aguardavam na frente do Palácio da Alvorada.
 
"Ele está solto, mas com todos os crimes dele nas costas", continuou o presidente, ao sair do palácio para participar de um churrasco no clube dos sargentos do Exército. Antes de sair, ele recebeu a visita de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
 
No início da manhã, Bolsonaro já havia se manifestado pelo Twitter sobre soltura de Lula, sem citar o nome do petista. "Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna um bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre", tuitou Bolsonaro.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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